Documentário sobre trans e travestis de Londrina chega a Congresso Internacional de Direitos Humanos

Artigo do Professor Reginaldo Moreira, aprovado para o evento, retrata o processo de construção do filme “Meu Amor, Londrina é Trans e Travesti”

Cecília França

Quando o desejo de Christiane Lemes de resgatar e registrar a história de luta da comunidade trans e travesti de Londrina encontrou a capacidade de criação do jornalista e professor Reginaldo Moreira, começou a nascer o documentário “Meu amor, Londrina é trans e travesti”. Lançado em 2019, após três anos de trabalho multidisciplinar com estudantes de graduação e pós-graduação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e participação direta do Coletivo Elitytrans, o filme agora chega ao V Congresso Internacional de Direitos Humanos de Coimbra.

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O nome dela é Afrodite

Nelson Bortolin
Matéria originalmente publicada na Revista Carga Pesada

Nunca é tarde para mudar. A caminhoneira Afrodite, de 69 anos, só foi assumir sua transexualidade aos 66. Por realizar atividade dominada por homens, campo fértil para o machismo, ela vem ganhando visibilidade. Já estrelou peça publicitária da Shell Rimula, deu entrevistas à imprensa e foi homenageada em junho numa audiência pública em alusão ao Dia do Orgulho LGBT, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá, onde mora.

“Eu não sou caminhoneiro que virou caminhoneira. Sou caminhoneira que estava presa no corpo de um homem”, disse ela à Revista Carga Pesada. Desde pequena, Afrodite – registrada como Heraldo de Oliveira Araújo – estranhava seu corpo. Queria ser igual às meninas. “Conforme fui crescendo, ficou pior. Não podia deixar o cabelo crescer, não podia usar isso nem aquilo”, lembra.

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