No interior, Londrina é recordista em mortes pela Polícia

Londrina é a segunda cidade no Estado em número de mortes em confronto com a Polícia, perdendo apenas de Curitiba. Como segunda maior cidade do Paraná, é natural que também esteja no segundo lugar do ranking. Mas a diferença entre o número de mortes em Londrina e nas demais grades cidades do Estado impressiona.

Em 2017, houve 275 mortes em confrontos com agentes de segurança no Paraná, sendo 78, ou 28,3%, na capital. Em Londrina, foram 27 mortes, ou 9,8%. Maringá, que tem uma população 26% menor que a londrinense, registrou apenas 7 casos, número 74% menor. Naquele ano, Cascavel teve 7 mortes do tipo e Ponta Grossa, 4.

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Famílias de mortos em confronto com polícia vão a Curitiba pedir investigação transparente

Comitiva se reúne com o Conselho de Direitos Humanos do Paraná

Nelson Bortolin

Representantes de 15 famílias de londrinenses mortos em confronto com agentes de segurança pública viajaram nesta segunda-feira (10) para Curitiba onde na terça-feira participam de uma reunião do Conselho Permanente de Direitos Humanos do Estado do Paraná.

O número de mortes violentas na cidade caiu 13% de janeiro a setembro deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 68 em 2018 e 59 em 2019. São casos de assassinatos, lesões corporais seguidas de morte, latrocínio, e confrontos com a Polícia.

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Carlos Enrique Santana: “A questão dos direitos humanos é negocial. Eu sento na frente de bandido e converso”

“Carlão dos Direitos Humanos” transita entre periferia, criminosos e estruturas do Estado com a mesma desenvoltura e o mesmo objetivo: garantir o direito à vida com dignidade para todos

Cecília França
Lume Rede de Jornalistas

Carlos Enrique Santana tem opiniões e posicionamentos bem firmados. Para alguns, pode soar verborrágico, mas o fato é que sua atuação de mais de 20 anos em direitos humanos o credencia a tratar de temas delicados, como falta de moradia e segurança pública, com propriedade. E não se trata de uma atuação indireta ou burocrática, o “Carlão dos Direitos Humanos”, como é conhecido, já passou horas negociando com detentos e policiais em rebeliões em presídios; articula com Ministério Público, Defensoria, e qualquer outra estrutura de Estado com a mesma desenvoltura; mora na periferia de Londrina e vê de perto as carências dos sistemas públicos de saúde e educação.

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