Sindicatos realizam protesto em memória das vítimas de Covid-19 em Londrina

Grupo também cobrou responsabilidades do Poder Público no combate à pandemia

Cecília França

O gramado da Praça dos Três Poderes, em frente à Prefeitura de Londrina, ficou cravejado com 158 cruzes por cerca de uma hora e meia na tarde desta quarta-feira (26) para lembrar as vítimas fatais da Covid-19 na cidade. O protesto foi promovido pelo Coletivo de Sindicatos de Londrina, que reúne 30 entidades de classe. Além de prestar solidariedade às famílias, o grupo também cobrou responsabilidades do poder público no combate à pandemia.

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Sem visitas, situação de detentos aflige familiares

Grupo realiza protestos em Londrina e Cambé por mudanças na entrega das sacolas, mais acesso a informações sobre os presos e pautas atemporais, como superlotação e opressão nas cadeias

Cecília França

Familiares de detentos de Londrina e Cambé realizam protestos desde a última semana em frente às unidades prisionais. Com faixas, eles pedem, de imediato, mudanças no sistema de envio da sacola quinzenal aos detentos, liberação de presos de alto risco à Covid-19 e mais acesso a informações sobre o estado de saúde dos detidos. As participantes – sobretudo mulheres (mães, irmãs, esposas) – também levantam pautas atemporais, como fim da superlotação e da opressão nas cadeias.

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Cara gente branca

por Paula Vicente e Rafael Colli, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Em nossa última coluna abordamos a necropolítica do Estado, que mata os corpos indesejáveis e busca uma limpeza étnica e estética. Dissemos, quando Ághata foi assassinada em 2019 pela mesma polícia que assassinou João Pedro no mês passado, que tais mortes são fruto do racismo estrutural que permeia nossa sociedade e, sobretudo, o Estado.

Mas não é apenas o Brasil que sofre cotidianamente com o racismo. No último dia 25, um homem preto foi fria e violentamente assassinado por uma policial branco nos EUA. George Floyd foi sufocado até a morte diante das câmeras. Sua morte causou uma reação não vista desde o assassinato de Martin Luther King Jr., em 1968. Protestos eclodiram pelo país e pelo mundo, em um grito contra a violência policial e contra o racismo.

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