Na falta de argumentos, quebre o vidro e despeje ofensas

Por Paula Vicente e Rafael Colli, advogados criminalistas e membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Há uma evolução natural da consciência humana, do racional das pessoas. Da doce dependência da infância, ao turbilhão da adolescência, ao florescer da juventude. Uma linha tortuosa, porém virada para a evolução pessoal, na qual o ser se transforma, efetivamente, em humano, com racionalidade, compaixão, empatia. Apesar da beleza desta alegoria, o meio do caminho é um verdadeiro inferno: a passagem da infância para a adolescência. Caracterizada pela figura da 5ª série – à nossa época os anos escolares eram contados assim -, onde pequenos humanos com inteligência e percepção já formados, porém com o caráter ainda em construção, disputam entre si os holofotes, por meio de ofensas, atos agressivos e, não raramente, violência física.

Sim, amigos, a quinta série é um antro de pequenos psicopatas, com tendência à racionalização e à humanização – a passos lentos, entretanto.

Esta fase passa, contudo. Certo? Bom, para alguns, não. Algumas pessoas finalizam ali sua caminhada rumo à evolução do ser ao ser humano. Assim ocorreu com o mandatário da República. Jair Bolsonaro, 38º Presidente da República Federativa do Brasil, é, ainda, um estudante da 5ª série, com parcial formação da razão, mas que ainda não tem condições cognoscentes de argumentar ou expor ideias, mas o tem para atacar, ferozmente, qualquer um que discorde dele minimamente, despejando-lhe, ao berros, impropérios e ofensas, apenas e tão somente para “ganhar a discussão” e conquistar seu lugar no centro da classe.

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Precisamos falar sobre Direitos Humanos

*Por Paula Vicente, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina , e Rafael Colli, secretário

Em 17 de junho recebemos uma mensagem da Cecília França (uma das criadoras da Lume), queria saber se ainda estaríamos interessados em escrever uma coluna para o site – gritos de empolgação, pulinhos de felicidade, é claro que queremos uma coluna – fingimos costume e acertamos os detalhes, dali 15 dias teríamos de entregar a primeira.

Depois de passado o momento da empolgação veio a dúvida, sobre o que falar na nossa primeiríssima? Bom, talvez seja importante, primeiro, decidir um tema, um assunto que, de forma ou de outra, esteja sempre em nossos textos, algo que nos apaixone e que, ao mesmo tempo, seja importante para você que está lendo. Foi, então, que escolhemos os temas relacionados aos Direitos Humanos, suas violações e atualidade.

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“Quem defende direitos humanos defende também o direito à moradia, à saúde, à educação”, diz presidente da CDH da OAB/Londrina

Advogada Paula Vicente diz que comissão busca desmistificar atuação dos ativistas, construída pela mídia e solidificada na sociedade como “defensores de bandidos”

Cecília França
Lume Rede de Jornalistas

No último dia de abril a Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Ordem dos Advogados do Brasil/Subseção Londrina (OAB/Londrina) promoveu uma reunião aberta sobre as tragédias de Mariana e Brumadinho. Dois profissionais de fora da entidade foram convidados a explicar para os participantes a real dimensão humana e ambiental das tragédias.

Parece um tema alheio aos direitos humanos? Mas não é, em absoluto. A reunião faz parte de uma iniciativa da CDH de desmistificar a atuação dos ativistas, reduzida à defesa de pessoas em privação de liberdade. Ao menos a cada dois meses a comissão pretende realizar eventos do tipo, sobre temas afins.

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