Unidos contra a fome

Nesta quarta-feira (12), mais mil Marmitas da Terra foram distribuídas em Curitiba e em Campo Magro pelo MST

Olga Leiria, de Curitiba

Às 7 horas da manhã desta quarta-feira (12), o cheiro da lenha do fogão se misturava ao da cebola refogada na cozinha do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria), em Curitiba. As funções foram distribuídas entre 25 voluntários de várias entidades como Marcha Mundial das Mulheres (MMM), 1 milhão de 1 real, Pastoral do Imigrante, Enconttra – Estudos sobre Conflitos pelo Território e pela Terra, do curso de Geografia da UFPR, e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A produção foi de mil Marmitas da Terra, que foram entregues em praças da cidade e para a ocupação Nova Esperança em Campo Magro.

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Terras repartidas que geram alimentos agroecológicos e solidariedade

Produção 100% agroecológica do acampamento Maria Rosa do Contestado, de Castro (PR), está entre as centenas de quilos de alimentos partilhados com quem mais precisa durante a pandemia da Covid-19

Por Carlos Marés, Thais Diniz Santos e Iara Sánchez Roman

Fotos: Théa Tavares

Muitas famílias tiveram a situação de vulnerabilidade social sobremaneira agravada com a pandemia que assola nossa sociedade. Não é só a enfermidade propriamente dita, mas a falta de trabalho, de moradia, de condições para suprir as necessidades mais básicas e que fazem faltar até alimentos para algumas pessoas. Nesses momentos de tragédia humana, onde a displicência e a especulação parecem dominar comportamentos e a realidade, felizmente também se manifesta a solidariedade.

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Doar para comemorar

Em comemoração ao Dia do Agricultor Familiar, MST doa mil marmitas em Curitiba

Olga Leiria (texto e fotos)

De Curitiba

No próximo sábado, dia 25 de julho, comemora-se o Dia do Agricultor Familiar. Uma data para celebrar o respeito com aquele que produz o alimento que chega em nossas casas. Quando passamos pela gôndola do mercado, não imaginamos quantas histórias estão por trás da batata, mandioca, alface, couve, laranja. A grande maioria é produzida por famílias que dedicam sua vida a trabalhar com a terra. Dias esperando a chuva cair e outros, esperando ela passar.

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A solidariedade que vem da Reforma Agrária Popular

por Adriana Medeiros Farias, Manoel Dourado Bastos e Rozinaldo Antonio Miani*

Fotos: Wellington Lennon e Igor de Nadai

Em tempos de barbárie provocada pela extrema e perversa exploração capitalista – agravada pela emergência de uma pandemia causada pelo novo coronavírus -, a mercantilização dos bens da natureza atingiu patamares inimagináveis e insuportáveis. O capital financeiro internacional avança e segue transformando tudo em mercadoria: a terra, a água, o ar, a vida. A destruição das florestas, a concentração e a estrangeirização da terra, a liberação dos agrotóxicos, a exploração dos trabalhadores e trabalhadoras do campo têm atingido níveis ofensivos com impactos destrutivos para a humanidade. Nesse contexto, o agronegócio, expressão máxima das políticas do latifúndio, emerge como a principal referência de atendimento aos interesses das burguesias nacional e internacional e procura se impor como o modelo de economia rural para o país.

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Mais de 50 famílias do MST resistem a despejo em fazenda do grupo Atalla, em Alvorada do Sul

Ocupação existe desde 2009 em área considerada improdutiva pelo Incra; ação de reintegração de posse pode ser executada a qualquer momento

Cecília França – com informações da assessoria do MST

*atualizada em 24/10 às 16h

Mais de 50 famílias de trabalhadores rurais resistem à ameaça de despejo em área do grupo Atalla, em Alvorada do Sul, região metropolitana de Londrina. A Fazenda Palheta, de 692 hectares, foi declarada pelo Incra como grande latifúndio improdutivo em 2008. No ano seguinte nasceu a ocupação Ester Fernandes, onde vivem, atualmente, 150 pessoas.

A ameaça de despejo começou na última segunda-feira, quando cerca de 10 viaturas do 15º Batalhão da Polícia Militar e um ônibus do próprio grupo Atalla foram até a entrada da comunidade para realizar o despejo, no entanto, a chuva forte que atingiu a região impediu a execução. As famílias permanecem na comunidade para resistir ao despejo.

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