As muitas faces da população de rua

Em ato do MNPR em Londrina, pessoas em situação de rua mostram seus talentos, suas tristezas, desafios e necessidades

Cecília França

Ao microfone, Marciano fala: “Nós não temos oportunidade. Se tirar nós da Concha, nós vamos pra rodoviária; se tirar da rodoviária, nós vamos pra outro lugar. Não é desrespeito a autoridade, não é desrespeito a ninguém. A gente merece oportunidade, vamos lutar até o fim”. Roberson completa: “Faz uma casa popular por menos de 100 reais, eu pago. Eu sou morador de rua porque eu não tenho casa pra morar”.

Em alto e bom som Andrezza reivindica melhorias para as mulheres: “A gente tá entrando seis e meia da tarde (nos abrigos), saindo, seis, sete horas da manhã, pode estar chovendo ou sol. Pros homens tem integral, tem atividade dos abrigos, a gente tem que ficar na rua”. Emileide solta a voz com o hino gospel “Recomeçar”: “Preciso da tua mão, vem me levantar/ Faz-me teu servo Senhor, me livra do mal/ Quero sentir o teu sangue curar-me/ Agora, meu Senhor, vem restaurar-me“.

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