As muitas faces da população de rua

Em ato do MNPR em Londrina, pessoas em situação de rua mostram seus talentos, suas tristezas, desafios e necessidades

Cecília França

Ao microfone, Marciano fala: “Nós não temos oportunidade. Se tirar nós da Concha, nós vamos pra rodoviária; se tirar da rodoviária, nós vamos pra outro lugar. Não é desrespeito a autoridade, não é desrespeito a ninguém. A gente merece oportunidade, vamos lutar até o fim”. Roberson completa: “Faz uma casa popular por menos de 100 reais, eu pago. Eu sou morador de rua porque eu não tenho casa pra morar”.

Em alto e bom som Andrezza reivindica melhorias para as mulheres: “A gente tá entrando seis e meia da tarde (nos abrigos), saindo, seis, sete horas da manhã, pode estar chovendo ou sol. Pros homens tem integral, tem atividade dos abrigos, a gente tem que ficar na rua”. Emileide solta a voz com o hino gospel “Recomeçar”: “Preciso da tua mão, vem me levantar/ Faz-me teu servo Senhor, me livra do mal/ Quero sentir o teu sangue curar-me/ Agora, meu Senhor, vem restaurar-me“.

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Mortes violentas de pessoas em situação de rua preocupam Movimento: “Crimes de ódio”

Em pouco mais de um mês, três homens foram encontrados carbonizados: dois no Paraná e um em São Paulo

Cecília França

No dia 14 de junho, o corpo de um homem de 60 anos foi encontrado carbonizado embaixo de um viaduto no Bairro Boqueirão, em Curitiba. Conhecido como Edivaldo, ele estava em situação de rua. Anteontem, em Foz do Iguaçu, outro homem, ainda não identificado, foi assassinado em frente a um mototáxi onde costumava dormir. Um suspeito foi preso por atear fogo nele. Outro caso semelhante ocorreu no fim de semana em São Paulo.

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