Opinião: Machismo doloso

Caso Mariana Ferrer expõe as entranhas de um Judiciário misógino e abre um perigoso precedente no combate à violência contra as mulheres

Por Cecília França

Estupro culposo*. Estupro sem a intenção de cometê-lo. Esta foi a tese apresentada pelo representante do Ministério Público de Santa Catarina que acabou por livrar o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro contra a influenciadora Mariana Ferrer, ocorrido em 2018. Como se comete um estupro sem intenção de fazê-lo, talvez o promotor Thiago Carriço de Oliveira saiba explicar, já que o Código Penal desconhece. O juiz acompanhou o entendimento do MP: o acusado não tinha como saber que a vítima não estava consentindo o ato. Aranha saiu ileso.

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