O fotógrafo das manifestações

Movimento de jovens contra o fascimo

Professor Ivo Ayres guarda acervo de movimentos de trabalhadores e moradores das periferias

Rede Lume de Jornalistas

Há mais ou menos cinco anos, o professor de história Ivo Ayres tornou-se o “registrador” da história dos movimentos sociais de Londrina e do Paraná. Onde houver manifestação, provavelmente ele estará. “Além registrar, é uma forma que eu encontrei de fortalecer o processo de resistência dos trabalhadores, da população mais pobre, que não tem espaço na mídia oficial”, afirma.

Ivo Ayres, professor da EJA

O professor da rede estadual trabalha com EJA (Educação de Jovens e Adultos), atividade que também resiste à falta de apoio dos governantes. “Fazemos um processo de resistência porque a EJA vem sendo atacada desde sempre pelos governos que a colocam em situação de inferioridade em relação à educação de forma geral”, diz ele que integra o Fórum Estadual da EJA.

Ivo Ayres começou a fotografar manifestações de professores das quais ele participava como membro da categoria. Postando as fotos no Facebook, começou a ser convidado para registrar outros movimentos. Hoje, nem precisa chamar. Sempre que os trabalhadores e estudantes se organizam por alguma causa, o professor vai junto com seu equipamento. Às vezes, quando o clima esquenta, em confrontos com a polícia, é preciso ficar esperto para não perder as melhores imagens. “A gente vai se protegendo como pode, fugindo das balas de borracha e fotografando”, conta.

Manifestação Ele Não em Londrina


Ele não tem ideia de quantas fotos tirou e guardou nesses cinco anos. Sabe que são três HDs lotados de imagens. “Se depois dessa reforma, eu conseguir me aposentar um dia, quero organizar esse material para divulgá-lo”, conta.


Clique aqui para acessar o Facebook do professor e ver as imagens.