Comandante do 5º Batalhão avalia relação da PM com a comunidade

Major Nelson Villa se nega a estigmatizar bairros pobres e aponta motivos para má imagem da polícia nesses locais

Nelson Bortolin (colaborou Cecília França)
Rede Lume de Jornalistas

“Não existe nenhuma incompatibilidade entre Direitos Humanos e Polícia. As organizações de Direitos Humanos são essenciais para o exercício da democracia”. Numa época em que o presidente da República defende torturadores e o armamento indiscriminado da população, é difícil imaginar que as frases acima tenham sido pronunciadas por um policial. Mas foi o Major Nelson Villa, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, quem as pronunciou.

Na PM desde 1991, Villa assumiu o comando do 5º BPM no final de julho, após passagem pelo comando da 4ª Companhia Independente – responsável pelo policiamento na Zona Norte da cidade. A Lume foi até a sede da PM no dia 22 de agosto ouvir o comandante sobre a relação da Polícia com a sociedade. Por que os moradores das periferias têm uma imagem tão ruim da instituição? Direitos Humanos e política de segurança pública são conciliáveis? Qual o efeito que as declarações agressivas de Jair Bolsonaro têm sobre os policiais?

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Na falta de argumentos, quebre o vidro e despeje ofensas

Por Paula Vicente e Rafael Colli, advogados criminalistas e membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Há uma evolução natural da consciência humana, do racional das pessoas. Da doce dependência da infância, ao turbilhão da adolescência, ao florescer da juventude. Uma linha tortuosa, porém virada para a evolução pessoal, na qual o ser se transforma, efetivamente, em humano, com racionalidade, compaixão, empatia. Apesar da beleza desta alegoria, o meio do caminho é um verdadeiro inferno: a passagem da infância para a adolescência. Caracterizada pela figura da 5ª série – à nossa época os anos escolares eram contados assim -, onde pequenos humanos com inteligência e percepção já formados, porém com o caráter ainda em construção, disputam entre si os holofotes, por meio de ofensas, atos agressivos e, não raramente, violência física.

Sim, amigos, a quinta série é um antro de pequenos psicopatas, com tendência à racionalização e à humanização – a passos lentos, entretanto.

Esta fase passa, contudo. Certo? Bom, para alguns, não. Algumas pessoas finalizam ali sua caminhada rumo à evolução do ser ao ser humano. Assim ocorreu com o mandatário da República. Jair Bolsonaro, 38º Presidente da República Federativa do Brasil, é, ainda, um estudante da 5ª série, com parcial formação da razão, mas que ainda não tem condições cognoscentes de argumentar ou expor ideias, mas o tem para atacar, ferozmente, qualquer um que discorde dele minimamente, despejando-lhe, ao berros, impropérios e ofensas, apenas e tão somente para “ganhar a discussão” e conquistar seu lugar no centro da classe.

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MP afasta possibilidade de fechamento de unidades regionais da Defensoria Pública da União

Rede Lume de Jornalistas

Há cerca de dez dias noticiou-se a possibilidade de fechamento de toda as unidades regionais da Defensoria Pública da União (DPU) no Paraná, inclusive em Londrina. Umuarama, Cascavel e Foz do Iguaçu também estavam na lista das cidades que perderiam o atendimento. No entanto, uma Medida Provisória (MP) assinada hoje pelo presidente Jair Bolsonaro reverteu esta decisão.

O Poder Executivo havia requisitado 819 servidores do órgão (cerca de 2/3 da força de trabalho) para suas atividades de origem, mas, com a MP, suspendeu a medida até 2027. A decisão garante o funcionamento de todas as 43 unidades da DPU que seriam afetadas no interior do País.

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