Na falta de argumentos, quebre o vidro e despeje ofensas

Por Paula Vicente e Rafael Colli, advogados criminalistas e membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Há uma evolução natural da consciência humana, do racional das pessoas. Da doce dependência da infância, ao turbilhão da adolescência, ao florescer da juventude. Uma linha tortuosa, porém virada para a evolução pessoal, na qual o ser se transforma, efetivamente, em humano, com racionalidade, compaixão, empatia. Apesar da beleza desta alegoria, o meio do caminho é um verdadeiro inferno: a passagem da infância para a adolescência. Caracterizada pela figura da 5ª série – à nossa época os anos escolares eram contados assim -, onde pequenos humanos com inteligência e percepção já formados, porém com o caráter ainda em construção, disputam entre si os holofotes, por meio de ofensas, atos agressivos e, não raramente, violência física.

Sim, amigos, a quinta série é um antro de pequenos psicopatas, com tendência à racionalização e à humanização – a passos lentos, entretanto.

Esta fase passa, contudo. Certo? Bom, para alguns, não. Algumas pessoas finalizam ali sua caminhada rumo à evolução do ser ao ser humano. Assim ocorreu com o mandatário da República. Jair Bolsonaro, 38º Presidente da República Federativa do Brasil, é, ainda, um estudante da 5ª série, com parcial formação da razão, mas que ainda não tem condições cognoscentes de argumentar ou expor ideias, mas o tem para atacar, ferozmente, qualquer um que discorde dele minimamente, despejando-lhe, ao berros, impropérios e ofensas, apenas e tão somente para “ganhar a discussão” e conquistar seu lugar no centro da classe.

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MP afasta possibilidade de fechamento de unidades regionais da Defensoria Pública da União

Rede Lume de Jornalistas

Há cerca de dez dias noticiou-se a possibilidade de fechamento de toda as unidades regionais da Defensoria Pública da União (DPU) no Paraná, inclusive em Londrina. Umuarama, Cascavel e Foz do Iguaçu também estavam na lista das cidades que perderiam o atendimento. No entanto, uma Medida Provisória (MP) assinada hoje pelo presidente Jair Bolsonaro reverteu esta decisão.

O Poder Executivo havia requisitado 819 servidores do órgão (cerca de 2/3 da força de trabalho) para suas atividades de origem, mas, com a MP, suspendeu a medida até 2027. A decisão garante o funcionamento de todas as 43 unidades da DPU que seriam afetadas no interior do País.

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