Presos de Cambé mostram, em vídeo, superlotação da cadeia

Com capacidade para 32 presos, prédio abriga cerca de 180 pessoas

Cecília França

Oito meses após divulgarem um vídeo denunciando a situação precária da Cadeia Pública de Cambé, presos fazem nova filmagem de celas e pátio lotados. No vídeo, gravado no dia 11 de setembro, um dos presos narra a situação e pede a atenção da mídia e da sociedade: “Questão da superlotação: a unidade tem capacidade para 32 presos mas nós estamos em quase 180, aglomerados no pátio. Isso aqui é uma cadeia adaptada, não dá suporte odontológico, jurídico, médico, educacional, isso impossibilita total a ressocialização de uma forma adequada pra gente”, diz.

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Em vídeo, presos de Ibiporã expõem superlotação: ‘Bomba relógio’

Cadeia Pública tem capacidade para 35 pessoas e abriga cerca de 140

Cecília França

Há três anos, presos da Cadeia Pública de Ibiporã divulgaram um vídeo na internet denunciando a superlotação. Na época, o local abrigava mais de 180 homens. De lá para cá, pouca coisa mudou. Em outro vídeo, divulgado há cerca de três semanas, presos novamente mostram celas superlotadas, reclamam da dificuldade para progressão de penas, pedem melhorias no local, entre outras questões. Um dos presos lê uma carta, uma espécie de manifesto, dentro de uma cela abarrotada: “Nossa realidade é uma bomba relógio prestes a explodir”, diz ele.

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Sem visitas, situação de detentos aflige familiares

Grupo realiza protestos em Londrina e Cambé por mudanças na entrega das sacolas, mais acesso a informações sobre os presos e pautas atemporais, como superlotação e opressão nas cadeias

Cecília França

Familiares de detentos de Londrina e Cambé realizam protestos desde a última semana em frente às unidades prisionais. Com faixas, eles pedem, de imediato, mudanças no sistema de envio da sacola quinzenal aos detentos, liberação de presos de alto risco à Covid-19 e mais acesso a informações sobre o estado de saúde dos detidos. As participantes – sobretudo mulheres (mães, irmãs, esposas) – também levantam pautas atemporais, como fim da superlotação e da opressão nas cadeias.

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