Relatos da profissão Scort: O político transgressivo

Por Melissa Campus, atriz e produtora cultural londrinense, atualmente morando em Milão, Itália

A Itália retoma a liberdade e Milão retorna a sua rotina tentando se recuperar dos prejuízos financeiros. De fato as pessoas já estavam cansadas de sua prisão domiciliar particular, tentam recuperar o tempo, com suas máscaras super coloridas, curtem o sol e as ruas com a liberdade merecida e uma nova ótica da vida e do cotidiano.

No jornal anunciam que o Brasil está no topo da lista em infeccão pela Covid-19 e que as fronteiras italianas estão fechadas até dia 31 de dezembro para os brasileiros e alguns outros países.

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Sem quarentena, domésticas se equilibram entre risco de contágio e necessidade de trabalho

Trabalhadoras foram afetadas de diferentes formas na pandemia: muitas perderam o emprego, outras seguem trabalhando com medo da exposição ao vírus

Cecília França

Desde que a pandemia do novo Coronavírus estourou em Londrina e as medidas de isolamento foram impostas, em meados de março, Rosa de Souza, 38, segue trabalhando. Ela pertence a um contingente de trabalhadores não classificados como essenciais por decretos, mas sem direito à quarentena nem mesmo por períodos curtos. As domésticas foram impactadas de diferentes formas pelo avanço da Covid-19: de um lado, o desemprego, especialmente entre as informais; de outro, a exposição ao risco de contágio pelas que seguem trabalhando, principalmente mensalistas.

Rosa está neste segundo grupo. Mãe de uma jovem de 17 anos asmática – grupo de risco para Covid-19 – ela ficou por dois meses sendo levada de carro pelo marido e retornando para casa com os empregadores. Neste período, a filha teve o contrato de trabalho suspenso. No mês passado, no entanto, ela voltou a enfrentar o transporte público logo pela manhã e precisou reforçar as medidas de segurança para evitar contaminação.

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Moradores denunciam retirada de pertences em operação na rodoviária

Cecília França

Pessoas em situação de rua que ocupavam o Terminal Rodoviário de Londrina reclamam que pertences pessoais foram levados durante a operação realizada no local na última quinta-feira. De acordo com os relatos, um caminhão da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) retirou o que havia ficado no saguão após a saída das Kombis com os que foram destinados ao abrigo. Eles reclamam do extravio de roupas, cobertores, colchões e até documentos pessoais.

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Operação na rodoviária mostra que não há solução simples para situação de rua

Dentre as 20 pessoas que foram encaminhadas para abrigos, nove já desistiram; quem não foi segue na rua e tenta reaver pertences levados na operação

Cecília França

Na manhã da última quinta-feira (2), pessoas em situação de rua foram retiradas do espaço onde se abrigavam no Terminal Rodoviário de Londrina em uma operação integrada das Secretarias Municipais de Saúde e Assistência Social. Dentre os que estavam no local no momento da abordagem, cerca de 20 aceitaram vagas em abrigos e os outros, não. Quem não estava presente no momento teve colchões, cobertores e roupas levados por um caminhão da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e busca reaver seus pertences.

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Sob o olhar do ‘garoto da vila’

Fotojornalista londrinense troca fotos por cestas básicas para alimentar comunidades carentes
da cidade durante a pandemia do Coronavírus

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

“Em muitos momentos da minha vida eu me peguei questionando sobre o tempo em si. Vejo
um pessoal novo já exercendo a profissão sonhada aos 20 anos e eu, aos 29, ainda nem vivo
da profissão que escolhi, olha o tempo perdido. Mas hoje consegui equalizar esse pensamento
de uma maneira que me define demais: cada um vive no seu próprio tempo.” Essa sinceridade
toda, uma disponibilidade ímpar e um sorriso largo são as qualidades que mais chamam
atenção no jovem fotojornalista londrinense Isaac Sitta Fontana.

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Covid-19: pobres vão se infectar e gerar imunidade para ricos

Pesquisa mostra que novo Coronavirus infectou 6,5% da metade mais rica de São Paulo e 16% da mais pobre

Nelson Bortolin

Os pobres vão adoecer e morrer muito mais e vão criar a imunidade de rebanho que vai proteger os ricos. É o que se concluiu da análise dos dados da segunda etapa de um estudo de prevalência da Covid-19 na cidade de São Paulo. Divulgado na semana passada, o levantamento mostra que 11,4% dos paulistanos já tiveram contato e sobreviveram ao novo coronavírus. Quando se olha o resultado separadamente na metade mais rica e na metade mais pobre do município, há uma diferença muito grande, de 6,5% no primeiro caso para 16%, no segundo. Noutras palavras, a doença acomete 2,5 vezes mais a metade mais pobre.

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A farsa do bom empreendedor

Por Paula Vicente e Rafael Colli, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Ontem, dia 01/07/2020, os entregadores de aplicativos fizeram uma grande paralisação buscando reivindicar melhores condições de trabalho e renda, já que os aplicativos para os quais trabalham não oferecem qualquer suporte, além de dificultarem as entregas e diminuírem o valor por quilômetro rodado durante a pandemia.

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Sem visitas, situação de detentos aflige familiares

Grupo realiza protestos em Londrina e Cambé por mudanças na entrega das sacolas, mais acesso a informações sobre os presos e pautas atemporais, como superlotação e opressão nas cadeias

Cecília França

Familiares de detentos de Londrina e Cambé realizam protestos desde a última semana em frente às unidades prisionais. Com faixas, eles pedem, de imediato, mudanças no sistema de envio da sacola quinzenal aos detentos, liberação de presos de alto risco à Covid-19 e mais acesso a informações sobre o estado de saúde dos detidos. As participantes – sobretudo mulheres (mães, irmãs, esposas) – também levantam pautas atemporais, como fim da superlotação e da opressão nas cadeias.

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“Qualquer crise arrebenta primeiro para as mulheres”, avalia socióloga

Especialista em feminismo e gênero, Silvana Mariano analisa as consequências da crise gerada pela pandemia do Coronavírus e as mudanças necessárias nas nossas relações sociais

Cecília França

Crises econômicas, sociais e mesmo políticas tendem a afetar primeiramente, e mais diretamente, as mulheres. As ações necessárias para o enfrentamento da pandemia do novo Coronavírus já estão afetando o mercado de trabalho, as relações de cuidado e trazendo uma carga extra de dificuldades para mães, trabalhadoras, cuidadoras. A análise é da socióloga Silvana Mariano.

“Qualquer crise arrebenta mais fortemente primeiro para as mulheres. Imagino que nesse momento até mesmo o esgotamento em termos de saúde mental deve ser muito mais severo para as mulheres”, comenta.

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Máscara de alta proteção criada por docentes da UEL pode solucionar falta do produto em hospitais

Projeto inovador da Máscara Azul A98 reutiliza material descartado e foi pensado, inicialmente, para suprir o Hospital Universitário durante a pandemia do Coronavírus

Cecília França

O pedido da reitoria da UEL para que o curso de Design de Moda desenvolvesse uma máscara de alta proteção para uso no Hospital Universitário (HU) chegou como um desafio, e o resultado foi inovação. A máscara Azul A98 consegue aliar proteção – por meio do material utilizado e do design – e sustentabilidade, uma vez que reutiliza o SMS (Spunbond Meltblown Spunbond), material descartado nos hospitais após o uso como embalagem cirúrgica. O objetivo inicial é suprir a demanda interna do HU, uma vez que a crise do Coronavírus levou à escassez de máscaras no mercado.

A enfermeira e docente da UEL Danielly Negrão se interessou pelo SMS há algum tempo e, há seis meses, implementou o Projeto Muda, que coleta e separa o material no HU para a produção de bolsas e outros itens. Foi através deste projeto que a docente do curso de Design de Moda Thassiana Mioto conheceu o SMS e entendeu seu potencial para a produção das máscaras.

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