A cultura de Londrina pede socorro

Artistas e produtores culturais pedem medidas urgentes do poder público para garantir sobrevivência na pandemia; secretaria aponta continuidade da política de financiamento

Cecília França

“Londrina pulsa cultura e arte”. A frase constante no manifesto escrito e falado do Fórum Permanente da Cultura expressa a pura realidade da cidade, dos grandes festivais à arte exibida e vendida nos calçadões. Mas essa cultura encontra-se asfixiada. Precisa urgentemente respirar. Há quatro meses não se tem shows com público, não se tem teatro, não se tem música ao vivo nos bares, não se tem rodas de histórias. A pandemia do novo Coronavírus, que nos abrigou ao isolamento, imobilizou grande parte da economia criativa.

Algumas atividades possíveis estão sendo desenvolvidas nas plataformas digitais, a partir, principalmente, da adaptação de projetos anteriormente aprovados pelo Programa Municipal de Fomento à Cultural (Promic). Outras, simplesmente aguardam o retorno à normalidade, sabe-se lá quando. “Vivemos com nosso público. Subsistimos do nosso trabalho. Fomos os primeiros a parar e seremos os últimos a voltar”, diz o vídeo-manifesto, um quase jogral suplicante por medidas emergenciais.

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“Nunca tivemos o fascismo longe das nossas vidas”, declara atriz e produtora cultural Mel Campus

Ativista dos direitos das travestis espera que a criminalização da LGBTfobia permita denúncias de agressões e violências

Cecília França
Rede Lume de Jornalistas

Mel Campus é uma força da natureza. Os gestos rápidos e a fala assertiva da atriz e produtora cultural foram construídos sobre uma história de dor e apagamento que ela reverteu em militância. A entrevista com ela inaugura o nosso Especial LGBTfobia.

Ativista dos direitos das travestis, Mel serve de inspiração para uma das populações mais privadas de direitos básicos entre os LGBT. Aos 43 anos, já superou em quase uma década a expectativa de vida desta população no Brasil, que se mantém em baixíssimos 35 anos. Tornar-se pública foi a saída encontrada por ela para reverter a violência que parece empurrar estes corpos dissidentes para a rotina de perigo e violência da prostituição.

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