Movimento Solidário de Londrina vê inércia dos governos em atender mais vulneráveis à pandemia

Como reação, grupo formula documento em que pede a suspensão da cobrança de tributos e taxas, além de isenções, como transporte público para trabalhadores; manifesto já chegou à Presidência da República

Cecília França

Logo no início da pandemia do novo Coronavírus dois grupos humanistas de Londrina vislumbraram as consequências da crise e se uniram para dar apoio às populações mais vulneráveis. Assim nasceu o Movimento Solidário 2020, do qual fazem parte o MPAC-PAL (Movimento Popular Contra a Corrupção: Por Amor a Londrina) e o MNDH/PR (Movimento Nacional de Direitos Humanos- Paraná). Diante do que considera uma inércia do Poder Público nas três esferas, o Movimento solicita a suspensão da cobrança de impostos, taxas e contribuições enquanto vigorar o estado de emergência decorrente da pandemia. O documento com as propostas será protocolado hoje, às 14h, na Prefeitura de Londrina. Governos estadual e federal já receberam suas cópias.

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“Qualquer crise arrebenta primeiro para as mulheres”, avalia socióloga

Especialista em feminismo e gênero, Silvana Mariano analisa as consequências da crise gerada pela pandemia do Coronavírus e as mudanças necessárias nas nossas relações sociais

Cecília França

Crises econômicas, sociais e mesmo políticas tendem a afetar primeiramente, e mais diretamente, as mulheres. As ações necessárias para o enfrentamento da pandemia do novo Coronavírus já estão afetando o mercado de trabalho, as relações de cuidado e trazendo uma carga extra de dificuldades para mães, trabalhadoras, cuidadoras. A análise é da socióloga Silvana Mariano.

“Qualquer crise arrebenta mais fortemente primeiro para as mulheres. Imagino que nesse momento até mesmo o esgotamento em termos de saúde mental deve ser muito mais severo para as mulheres”, comenta.

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