CNBB, OAB e outras entidades divulgam nota em defesa do isolamento social

Da redação

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão Arns, Academia Brasileira de Ciências (ABC), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) divulgaram hoje nota em que defendem o isolamento social como meio de conter o avanço do novo Coronavírus no Brasil.

A nota recomenda que as pessoas fiquem em casa “respeitando as recomendações da ciência, dos profissionais de saúde e da experiência internacional”. Os signatários, que se reuniram de modo virtual para formular a nota, condenam o que classificam como “campanha de desinformação” desenvolvida pelo presidente Jair Bolsonaro, que conclamou a população a reabrir comércios e retomar a rotina.

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Dia Mundial dos Direitos Humanos: entidades divulgam manifesto com críticas ao governo

Grupo vê em medidas do governo Bolsonaro submissão dos direitos sociais a interesses econômicos

Rede Lume de Jornalistas

Mais de 60 entidades ligadas à promoção dos Direitos Humanos no Brasil divulgaram um manifesto conjunto em que criticam medidas do atual governo que, segundo elas, vão na contramão dos direitos sociais das populações. A divulgação do documento marca o Dia Mundial dos Direitos Humanos, celebrado nesta terça-feira (10). Dentre as ações reprovadas pelo grupo estão pontos do Pacote Anticrime, do programa Juntos pela Vida, a extinção ou reformulação de espaços de participação popular – como Conselhos e Comitês – e propostas de desvinculação de receitas para a saúde e educação básicas.

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Lume nasce do anseio por combater ‘fake news’

por Equipe Lume

Ainda durante as eleições de 2018 o altíssimo volume de notícias falsas (fake news) compartilhadas nas redes sociais, especialmente via WhatsApp, chamou a atenção de jornalistas em todo o País, inclusive de um grupo de londrinenses preocupados com o descrédito da notícia real.

Este grupo agora se reúne na Lume-Rede de Jornalistas Independentes, dedicada a jogar luz sobre o tema, esclarecer sobre os critérios de apuração da mídia tradicional, fazer checagens e contribuir para o entendimento do atual cenário nacional.

O fenômeno das fake news está longe de ser exclusividade do Brasil. O mesmo ocorreu nas eleições de 2016 no Estados Unidos e na votação do Brexit, no Reino Unido, com impactos provados nos resultados das urnas.

Mesmo antes das últimas eleições o fenômeno já impactava no mercado jornalístico brasileiro, que viu surgir as agências de fact-checking, como Lupa e Aos Fatos. Veículos já sedimentados também inauguraram editorias dedicadas à checagem de informações, como Estadão Verificada e Fato ou Fake (G1, do grupo Globo).

Os jornalistas da Lume não pretendem se dedicar ao fact-checking – embora não o exclua – esperam contribuir para o debate e identificação das notícias falsas, tão nocivas ao jornalismo profissional, à sociedade e à democracia.

Por isso, daremos luz ao conceito de Pós-verdade, “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais” (Oxford Dictionaries).

Também este não se trata de um fenômeno exclusivamente nacional. Por meio de entrevistas, pesquisas e reportagens a Lume se dedicará a entender este comportamento e buscará mostrar o quão nocivo ele pode ser para o conjunto da sociedade.

Na editoria Direitos Humanos, a Lume se debruçará sobre este tema tão mal entendido e, por vezes, depreciado, ao ponto de ser tratado como o inverso do que realmente é. Reportagens e entrevistas buscarão revelar a verdadeira natureza das organizações de DH e suas ações efetivas em prol das minorias e da parcela mais vulnerável da população.