‘Sou feito bambu, envergo mas não quebro’

Contra o consumismo desenfreado, o jornalista Guto Rocha ensina como ser feliz na simplicidade de uma rotina cercada de verde, arte e respeito pelo próximo

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Se você não conhece o Guto Rocha, precisa conhecer. Ele é um cara simpático que te encontra nos eventos culturais da cidade e dá aquele beijo estalado na sua bochecha e aquele abraço forte te fazendo sentir especial num instante. E quando você descobre um pouco da sua história fica ainda mais encantada por esse rapaz lindo e cheio de empatia pelas pessoas, pela natureza, pela arte, enfim, pela vida.

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‘Cada escolha uma oportunidade’

A enfermeira Natália Gaiofatto viveu o medo da Covid-19 na pele e aposta na empatia para conscientizar pacientes e amigos sobre o lado bom da vida

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Todo mundo tem uma história para contar. Foi o que eu disse para a Natália quando a convidei para ser personagem desta singela coluna, que nasceu despretensiosa em meio ao isolamento da pandemia e que mudou minha vida para sempre. Eu conheço a Natália desde pequena. Ela é filha de um casal de amigos que cresceu com meu pai numa colônia italiana no interior de São Paulo. Como aconteceu com a minha família paterna, os avós da Natália imigraram na década de 1950 para o Brasil em busca de uma vida melhor. Sua avó era prima da minha avó então somos praticamente da mesma família.

Natália Tatiana Gaiofatto, 33 anos, nasceu em Assis, mas viveu a vida toda em Pedrinhas Paulista. Formada em enfermagem pela Unimar, de Marília, ela atua na unidade básica de saúde do município há dez anos. Casada e mãe do Atílio, de 5 anos, e da Tarsila, 3, ela confessa que a rotina de esposa, mãe e profissional é uma “loucura”. “Ser mãe de dois, mulher, dona de casa e trabalhar fora é missão para poucos”, brinca.

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‘E no meio disso tudo, achar a Fiama que eu sou’

Jornalista paranaense conta como a aceitação de seus cabelos crespos lhe deu forças para ensinar outras jovens pretas a enfrentar o racismo de todo dia

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Um sonho: ser repórter de televisão e tornar-se referência para meninas pretas que, como ela, estão aprendendo a ocupar seus espaços numa sociedade racista e machista. É o que busca a jornalista paranaense Fiama Heloisa Silva dos Santos, de 27 anos.

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Narrador de histórias bem contadas

Jornalista londrinense Wilhan Santin reúne reportagens e crônicas autorais no site ‘Bem Contado’, que busca transformar realidades por meio da boa leitura

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Contar histórias é prerrogativa da profissão de jornalista, mas o londrinense Wilhan Santin, 38 anos, nunca imaginou que chegaria tão longe com suas palavras. Das reportagens em jornais e revistas de abrangência nacional, como Folha de S. Paulo, Revista Globo Rural e BBC Brasil, ao trabalho como assessor de comunicação do Hospital do Coração de Londrina, ele encontrou nos livros uma maneira de extravasar suas impressões sobre tudo o que vê.

Algumas obras contam a vida de personagens icônicos da história paranaense e brasileira, como o alemão Herbert Bartz, precursor do plantio direto no Brasil. Outras são encomendadas por empresas que desejam perpetuar sua trajetória, mas o livro que o jornalista mais gostou de escrever foi um conto infantil.

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‘Há uma primavera em cada vida’

A psicóloga londrinense Renata Bonicontro usa a leitura das cartas do tarô como ferramenta para fazer do autoconhecimento um estilo de vida

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

A pandemia ressignificou muita coisa para muita gente. Já estamos parcialmente isolados há oito meses, num mundo que não deverá ser o mesmo quando pudermos encontrar os amigos na mesa do bar com a segurança de uma vacina. Para muitos, as redes sociais tornaram-se companhia em horas de solidão, referência de notícias do mundo lá fora; para outros, renda que paga as contas no fim do mês. Mas muita gente já apostava no poder da conexão virtual antes mesmo de a rotina mudar por conta do novo coronavírus. A psicóloga e taróloga londrinense Renata Fernandes Bonicontro, 37 anos, é uma dessas pessoas.

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‘Foi um prazer poder cantar para vocês hoje’

Da roça para o The Voice Brasil: Vinícius Zanin combina sua criatividade multiprofissional e sua voz para espalhar otimismo por meio da música nas redes sociais durante a pandemia

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

“A arte sempre foi a minha âncora maior. O que me prende é a beleza e o caos que a arte pode gerar nas nossas mentes, corações e almas.” Quem conhece o cantor paranaense Vinícius Zanin, 37 anos, sabe que essa frase define exatamente o que ele veio fazer neste planeta: nos presentear com seu talento, não só nos momentos felizes mas, principalmente, nas tristezas, quando sua voz doce acalenta os corações ao som do blues.

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‘Eu, sem cores, nada seria’

Socióloga usa o olhar colorido com que encara a história de luta de sua própria família para retratar em fotos o cotidiano de mulheres trabalhadoras

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Uma mulher criada sozinha pela mãe e que se tornou a primeira da família a concluir a universidade. Uma garota que ousou não frequentar as aulas de religião, mas que resgata animais. Uma menina que foi abandonada pelo pai mas que escolheu fotografar o colorido das diferentes realidades das mulheres pobres trabalhadoras braçais. Com apenas 22 anos, Kimberly Nobille tem muita história para contar. E muito exemplo para dar.

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Construir conhecimento demanda esforço coletivo

Para a professora Márcia Chiréia, educação é a redenção de um povo e deve ser realizada em conjunto pelo governo, sociedade, escola e família

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Somos os resultados de nossas escolhas. Mas é possível mesmo escolher se vivemos uma realidade desigual em que poucos têm muitas oportunidades e muitos não têm sequer uma? “Meritocracia em um país desigual é piada. Sou completamente a favor da meritocracia se houve equidade”, declara a educadora Márcia Chiréia, que atua como orientadora de estudos num cursinho pré-vestibular de Londrina. Nesse 15 de outubro, Dia dos Professores, Márcia explica como o estudo e a dedicação dos docentes pode transformar o indivíduo e, por que não, a realidade das famílias brasileiras. Mas a luta é difícil e longa.

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‘Espero devolver orgulho ao gueto’

Por meio de ações culturais, como a rede de bibliotecas comunitárias, o rapper Leandro Palmerah transforma realidades no Residencial Vista Bela

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Um menino preto nascido na periferia, que cresceu na rua, vendo a mãe cuidar do filho do patrão. Um garoto que reprovou na escola e se apegou à música para entender a dura realidade em que vivia. Um homem que se reinventou e decidiu transformar a rotina de muitas crianças pobres por meio da cultura. Essa é a história do rapper, produtor cultural e futuro bibliotecário Leandro Claudino da Silva, o Palmerah.

“Meu apelido vem dos campinhos de futebol. Eu era pequeno quando começaram a me chamar de Palmeirinha por conta do meu time do coração, o Palmeiras. Daí vem o Palmerah”, conta.

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‘Resistência traz potência’

Mãe de três meninas, educadora e mobilizadora, Luana Oliveira é o Conexões Londrina, projeto que é ponte entre recursos e favela em Londrina

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Lua: satélite que reflete a luz do sol, iluminando a escuridão, dando norte a quem está perdido. Um apelido carinhoso que bem representa a alma da carioca radicada em Londrina há 18 anos, Luana Gomes Maciel Oliveira. Ela iniciou um trabalho de ações comunitárias no município que se tornou fundamental para muitas famílias carentes durante a pandemia do novo coronavírus: o Conexões Londrina.

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