‘O espontâneo é a minha linguagem’

A maternidade levou a jornalista e fotógrafa Fernanda Bressan a trocar os textos pelas imagens para seguir contando histórias reais

Por Mariana Guerin*

Fotografar crianças sorrindo espontaneamente é muito mais do que um trabalho para a brasiliense radicada em Londrina Fernanda Bressan, 41 anos, mestre em comunicação visual. Com um olhar apurado pela maternidade, que lhe trouxe a filha Laís há sete anos, ela trocou o jornalismo diário pela fotografia e hoje é responsável por construir memórias de dezenas de famílias londrinenses.

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‘A pandemia vai passar, mas mudança climática é permanente’

Coordenadora do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, a mineira Ludmila Siqueira tem como missão tornar a agenda ambiental mais inclusiva e equitativa

Por Mariana Guerin*

A oportunidade de viver por dois anos numa vila na Amazônia durante a infância foi determinante para que a mineira Ludmila Pugliese de Siqueira, 44 anos, nascida em São João del Rei, escolhesse o curso de biologia quando chegou a hora do vestibular. E depois de anos de dedicação à profissão, um casamento, dois filhos e um cachorro, hoje ela coordena o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, lançado pela iniciativa privada em 2009 e que já cadastrou mais de 86,3 mil hectares em áreas restauradas no Brasil. A meta do pacto, que possui 18 unidades em dez estados brasileiros, é viabilizar a recuperação de 15 milhões de hectares até o ano de 2050, mas com metas e monitoramento dos resultados anuais.

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‘Hoje posso ser quem sou’

Designer de moda, o paranaense César Scolari lavou pratos para sobreviver e revelou-se um talentoso cozinheiro ao disputar a final do Top Chef Brasil

Por Mariana Guerin*

Tudo o que o chef de cozinha paranaense César Scolari, 40 anos, mostrou em 2020, quando foi um dos finalistas do Top Chef Brasil, exibido pela Rede Record, é exatamente ele, sem tirar nem por. Inclusive o amor por sabores, cores, formas, pessoas e pela Maria Bethânia. 

Nascido em Alvorada do Sul, filho de mãe italiana, César tem Pedroso no sobrenome, mas adotou Scolari em homenagem à avó materna, sua maior incentivadora na cozinha. Cresceu com as irmãs mais velhas na cidadezinha do interior paranaense, “brincando nos quintais, nos pomares e na roça”, lembra.

Muito estudioso, passou a adolescência imerso nos livros: cursava magistério pela manhã e contabilidade à noite. Às tardes, estudava espanhol, pintura e desenho. “Era aquele CDF enturmado e comunicativo, mas não namorador.”

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Desmistificar para transformar

Estudantes londrinenses criam projeto de comunicação que derruba o mito da doutrinação dentro das escolas

Por Mariana Guerin*

Um grupo de estudantes do Instituto Federal do Paraná em Londrina teve uma ideia inusitada em 2020, em pleno confinamento: propagar para a comunidade local as pesquisas realizadas pelos alunos e deixar mais acessíveis ao corpo estudantil os editais publicados pela direção do colégio. E nada mais inteligente do que apostar no uso das diferentes redes sociais como aplicativos de fotos, vídeos e música para conquistar o público e disseminar informação em tempos de pós-verdade.

O Projeto DesmistIFica surgiu em uma reunião do grêmio estudantil do IF e conta com 264 seguidores no Instagram e 37 inscritos no canal do Youtube. “A ideia era fazer um telejornal no Youtube”, cita o coordenador de Divulgação Científica do projeto, Randher Orlando. Segundo ele, participam da produção 18 alunos, que se dividem em ações de coordenação, comunicação, divulgação científica, feira de profissões, notícias, esportes e o espaço “Crer para Todos”.

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Há um ano…

Números disparam, a indiferença dos poderosos grita; só não mudam as angústias dos que seguem isolados

Por Mariana Guerin*

Eu me pego pensando no futuro sempre que me distraio. E para não enlouquecer, ligo a tevê. Num programa bem idiota para não pensar. Normalmente é uma receita, uma reforma, uma comédia romântica que faz meu coração palpitar. Mas quando acaba, eu penso. E não quero pensar.

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‘A educação é a mola propulsora da sociedade’

Professora de português, a paranaense Olienne de Oliveira queria mesmo era ser escritora, mas o chão da escola arrebatou seu coração

Por Mariana Guerin*

Uma juventude marcada pela luta por direitos, acessibilidade, respeito e igualdade: desde pequena, Olienne Maria de Oliveira briga para ocupar seu espaço na sociedade. Aos 43 anos, a professora nascida em Cornélio Procópio, caçula de seis irmãos, ainda precisa levantar a bandeira contra o preconceito para garantir um emprego decente, que remunere com justiça seu currículo que inclui uma graduação em Letras e Pedagogia pela UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) e outras quatro pós-graduações.

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‘Sou feito bambu, envergo mas não quebro’

Contra o consumismo desenfreado, o jornalista Guto Rocha ensina como ser feliz na simplicidade de uma rotina cercada de verde, arte e respeito pelo próximo

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Se você não conhece o Guto Rocha, precisa conhecer. Ele é um cara simpático que te encontra nos eventos culturais da cidade e dá aquele beijo estalado na sua bochecha e aquele abraço forte te fazendo sentir especial num instante. E quando você descobre um pouco da sua história fica ainda mais encantada por esse rapaz lindo e cheio de empatia pelas pessoas, pela natureza, pela arte, enfim, pela vida.

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‘Cada escolha uma oportunidade’

A enfermeira Natália Gaiofatto viveu o medo da Covid-19 na pele e aposta na empatia para conscientizar pacientes e amigos sobre o lado bom da vida

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Todo mundo tem uma história para contar. Foi o que eu disse para a Natália quando a convidei para ser personagem desta singela coluna, que nasceu despretensiosa em meio ao isolamento da pandemia e que mudou minha vida para sempre. Eu conheço a Natália desde pequena. Ela é filha de um casal de amigos que cresceu com meu pai numa colônia italiana no interior de São Paulo. Como aconteceu com a minha família paterna, os avós da Natália imigraram na década de 1950 para o Brasil em busca de uma vida melhor. Sua avó era prima da minha avó então somos praticamente da mesma família.

Natália Tatiana Gaiofatto, 33 anos, nasceu em Assis, mas viveu a vida toda em Pedrinhas Paulista. Formada em enfermagem pela Unimar, de Marília, ela atua na unidade básica de saúde do município há dez anos. Casada e mãe do Atílio, de 5 anos, e da Tarsila, 3, ela confessa que a rotina de esposa, mãe e profissional é uma “loucura”. “Ser mãe de dois, mulher, dona de casa e trabalhar fora é missão para poucos”, brinca.

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‘E no meio disso tudo, achar a Fiama que eu sou’

Jornalista paranaense conta como a aceitação de seus cabelos crespos lhe deu forças para ensinar outras jovens pretas a enfrentar o racismo de todo dia

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Um sonho: ser repórter de televisão e tornar-se referência para meninas pretas que, como ela, estão aprendendo a ocupar seus espaços numa sociedade racista e machista. É o que busca a jornalista paranaense Fiama Heloisa Silva dos Santos, de 27 anos.

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Narrador de histórias bem contadas

Jornalista londrinense Wilhan Santin reúne reportagens e crônicas autorais no site ‘Bem Contado’, que busca transformar realidades por meio da boa leitura

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Contar histórias é prerrogativa da profissão de jornalista, mas o londrinense Wilhan Santin, 38 anos, nunca imaginou que chegaria tão longe com suas palavras. Das reportagens em jornais e revistas de abrangência nacional, como Folha de S. Paulo, Revista Globo Rural e BBC Brasil, ao trabalho como assessor de comunicação do Hospital do Coração de Londrina, ele encontrou nos livros uma maneira de extravasar suas impressões sobre tudo o que vê.

Algumas obras contam a vida de personagens icônicos da história paranaense e brasileira, como o alemão Herbert Bartz, precursor do plantio direto no Brasil. Outras são encomendadas por empresas que desejam perpetuar sua trajetória, mas o livro que o jornalista mais gostou de escrever foi um conto infantil.

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