Semana tem recorde de óbitos por covid-19 em Londrina

Média móvel atingiu o pico de 4,9 na sexta-feira (8), quando oito pessoas perderam a vida vítimas da doença

Cecília França

Na última sexta-feira (08) Londrina registrou recorde diário de óbitos por covid-19: foram oito. Quatro homens e quatro mulheres, de 61, 65, 76, 83, 84, 86, 90 e 93 anos, perderam a vida vítimas da doença. Quatro dias antes havia sido o recorde anterior, de sete óbitos. Na sexta a média móvel de óbitos também alcançou seu maior índice desde o início da pandemia: 4,9. A média móvel é a soma de óbitos de uma semana dividido por sete.

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Professores contam com adiamento da prova para PSS

Ministério Público do Paraná e APP-Sindicato pedem na Justiça a suspensão da prova, marcada para este domingo (10)

Cecília França

Foto em destaque: Protesto realizado em novembro/APP-Sindicato

“Eu me sinto desrespeitada como cidadã e como profissional. Os únicos motivos concretos para não desejar fazer essa prova são a pandemia e meu entendimento claro de que prova é para concurso”, declara a professora Olienne Maria de Oliveira, contratada por Processo Seletivo Simplificado (PSS) em Londrina há 10 anos. Mesmo discordando, ela está inscrita para a prova que acontece no próximo domingo (10), pois, como outros milhares de profissionais, precisa do trabalho. O Ministério Público pediu na justiça a suspensão do processo.

Oliene está contando com a suspensão da prova e acredita que o próprio governo trabalhe com essa possibilidade, embora a Secretaria da Educação e do Esporte (SEED) reafirme que o processo ocorrerá. “Em 10 anos de sala de aula acredito, com toda a convicção, que uma equipe pedagógica tem total condições de avaliar meu trabalho. Então essa coisa de avaliar professores através de uma prova ‘fajuta’…ele não tem intenção de avaliar, ele tem outros interesses, que não vão ao encontro do interesse da educação”, declara a professora.

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‘A gente já teve pico da covid em Londrina? A resposta é não’, diz matemático da UEL

Eliandro Cirilo acompanha os dados da pandemia desde o início e prevê aceleração dos números até o fim de janeiro: “Meu sentimento é que teremos um pico substancial no final do mês”

Cecília França

O professor Eliandro Cirilo, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), tem acompanhado a pandemia desde o seu início. Neste período já redigiu, em parceria com outros docentes e estudantes, dois artigos: um sobre a dinâmica da infecção no Brasil, Estados Unidos e Colômbia e outro sobre a situação em Londrina. O docente ainda atualiza, quinzenalmente, um site onde mostra, em gráficos, a evolução da doença na cidade e faz simulações para o futuro.

“Qual o sentimento que eu tenho: que nós teremos um pico substancial no final do mês de janeiro, por causa do Natal, do Ano Novo, das férias, viagens. E fora que as pessoas já estão exaustas com essa questão do isolamento”, explica. Cirilo avalia que Londrina ainda não teve um pico da infecção e nem finalizou a primeira onda porque “a forma como a prefeitura e as próprias estão lidando com a pandemia está de certa forma controlando”.

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Vídeo: homem agride morador de rua no centro de Londrina

Moradora da região registrou momento em que homem é jogado com força contra o asfalto pelo agressor, que não foi identificado

Cecília França

Era por volta das 23h40 de ontem (05) quando uma moradora do centro de Londrina ouviu de seu apartamento uma briga entre dois homens. Da sacada ela viu que a situação envolvia um morador da região e um homem em situação de rua, que havia acabado de revirar a lixeira em busca de comida. Ela decidiu gravar a cena e registrou o momento em que o homem, forte, joga o morador de rua no chão, batendo sua cabeça contra o asfalto. (assista abaixo)

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Saiba mais sobre a Coronavac, que Londrina pretende comprar

Vacina com tecnologia chinesa desenvolvida pelo Instituto Butantan deve ter eficácia divulgada ainda nesta semana

Cecília França

O Instituto Butantan deve divulgar no próximo dia 7 a eficácia da Coronavac*, vacina desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Os resultados dos testes das fases 1 e 2 foram satisfatórios e muitos municípios já manifestaram interesse na compra do imunizante, além de São Paulo, que tem seu plano de vacinação alicerçado na Coronavac. Londrina também deve fechar contrato com o Butantan nesta semana, conforme anunciou o prefeito Marcelo Belinati na semana passada.

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Opinião: Para as mulheres, 2020 já vai tarde

Ano em que vítimas de estupro foram culpabilizadas, em que foi resgatada a tese de “legítima defesa da honra” e atentou-se até contra o direito ao aborto legal não vai deixar saudades

Por Cecília França, editora da Rede Lume de Jornalistas

Foto em destaque: Isaac Fontana

Difícil encontrar alguém que sentirá saudades de 2020. Eu, pessoalmente, não conheço um exemplo sequer. Este foi um ano ruim em diversos aspectos, muitos perpassados pela pandemia. Aumento da pobreza, do desemprego, quarentena infinita frente ao descontrole dos casos de covid-19, postura desconcertante de detentores do poder diante da crise – enfim, um rol de motivos para agradecer pela chegada do novo ano, de modo que foi difícil escolher o tema deste primeiro texto do ano. Porém, um aspecto gritante de 2020 não me sai da cabeça: as afrontas aos direitos das mulheres.

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Em vídeo, profissionais do HU fazem apelo: ‘Estamos cansados e doentes’

Em mensagem de fim de ano, enfermeiros e médicos do Hospital Universitário alertam: “Nossos leitos covid estão lotados”

Da Redação

Profissionais do Hospital Universitário de Londrina (HU) divulgaram hoje um vídeo com apelo para que a população se previna da covid-19 nas festas de fim de ano. Na mensagem enfermeiros e médicos dizem que os leitos estão lotados e os profissionais “cansados, sobrecarregados e doentes”. (assista abaixo)

“Nossos leitos covid estão lotados e nós pedimos a colaboração de todos para que nesse período de férias, se cuidem”, diz a chefe de enfermagem do Pronto-socorro do HU, Patrícia dos Santos Diesel.

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Para minhas irmãs nas ruas

Por Cecília França

Marisete atravessa a rua meio correndo. Eu sempre a vejo em semáforos, sorridente, mas só soube seu nome na última terça-feira quando participei da ação de fim de ano do Movimento Nacional da População de Rua em Londrina.

Marisete é um encanto. Fala como uma criança, manhosa. Das pernas grossas saltam varizes resultantes dos vários quilômetros que percorre por dia. Nos agradece o presente, um kit com shampoo, sabonete, desodorante, roupas íntimas novas. Sorri para a foto. Está com os cabelos molhados, nos pede uma toalha, mas não temos.

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Londrina chega à média nacional de casos de Covid-19

Prefeitura mostra que outras cidades importantes do Estado estão em situação ainda pior

Nelson Bortolin

Foto em destaque: Unsplash

Durante boa parte da pandemia do novo coronavírus, Londrina esteve bem abaixo da média nacional em números de casos. Até o final de agosto, por exemplo, os casos registrados por milhão de habitantes na cidade eram menos da metade da média brasileira. Mas esse porcentual não parou de crescer e Londrina praticamente alcançou o indicador nacional.

Nesta quarta-feira, a Prefeitura divulgou 304 novos casos confirmados de Covid-19. Com isso, agora são 34.582 casos por milhão de habitantes, ou 99% dos 34.827 da média brasileira.

Veja no gráfico como a incidência da doença vem se aproximando da realidade de todo o País.

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Mulheres trans e travestis enfrentam o risco da pandemia para sobreviver

Como a maioria vive da prostituição, isolamento não é opção para elas durante a crise sanitária; militante faz paralelo entre o cenário atual e a pandemia de HIV/Aids

Cecília França

Elas não pararam de trabalhar ao longo da pandemia. Além dos riscos habituais de quem trabalha nas ruas, mulheres transexuais e travestis que vivem da prostituição enfrentam, há meses, o risco adicional da contaminação por covid-19.

Militante dos direitos dessa população em Londrina, Christiane Lemes, 57, criou, junto a outros ativistas, o coletivo “Ubuntu-Sou porque somos” para apoiá-las durante a pandemia. Mesmo assim elas seguiram suas rotinas de trabalho.

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