Manifestação em Londrina pede justiça por Gabriel Sartori

Ato no próximo dia 15 lembra aniversário do adolescente, morto por um disparo feito por policial militar em 2017

Cecília França

O Movimento Autônomo Popular (MAP) de Londrina prepara uma manifestação para o próximo dia 15 de abril em memória e pedindo justiça por Gabriel Sartori, morto aos 17 anos por disparo de arma de fogo de um policial militar. Gabriel completaria 21 anos nesta data e o ato vai ocorrer em frente ao Colégio Estadual Professora Maria José Aguilera, no Conjunto Cafezal, onde ele foi morto. O julgamento do policial responsável pelo disparo ainda não foi marcado.

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Coesp volta a levantar bandeira roxa para pandemia em Londrina

Grupo recomenda adoção imediata de medidas restritivas para conter a covid-19, que já fez 1.000 vítimas na cidade

Cecília França

Foto em destaque: Isaac Fontana

Em reunião na última quinta-feira (01) o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (Coesp) voltou a classificar o momento da pandemia em Londrina como “risco muito alto”, representado pela cor roxa. A indicação nesse caso é de restrição máxima a eventos com aglomeração, suspensão das atividades econômicas não essenciais e adoção de quarentena. O grupo se baseia na tabela de risco proposta pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e a adoção das medidas fica a cargo do executivo municipal.

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Jornalista cria grupo para ajudar pessoas a pagarem boletos

‘Paga esse pra mim?’ é uma iniciativa de Vitor Ogawa para aproximar doadores e famílias mais vulneráveis neste momento de crise

Cecília França

Em meio à crise sanitária, a crise econômica tem trazido dificuldades extras para a sobrevivência de muitas famílias. Enquanto o desemprego aumenta e a renda diminui, as contas não param de chegar. Pensando em proporcionar um espaço para que essas pessoas se conectem a possíveis doadores, o jornalista Vitor Ogawa, de Londrina, criou o grupo “Paga esse pra mim?”.

O grupo privado no Facebook estreou nesta semana e já está aberto para postagens. “A pandemia de Covid-19 tem se estendido muito mais do que deveria e muitas pessoas estão enfrentando dificuldades financeiras, seja porque perderam seus empregos, seja porque tiveram de fechar suas empresas ou mesmo não têm obtido os mesmos recursos de anos anteriores”, analisa Ogawa. “Queria promover um ambiente que conectasse quem precisa de doação com quem pode doar”.

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Projeto da UEL leva ciência e informação à comunidade durante a pandemia

Criado em 31 de março de 2020, Projeto Safety abrange vários temas e pesquisas tendo como pano de fundo o enfrentamento ao novo coronavírus

Vinícius Fonseca
(matéria publicada originalmente no site do Sindijor Norte PR)

Um cenário de incertezas sobre como agir ante um inimigo invisível, letal e ainda desconhecido. A combinação desses fatores, somada à suspensão da aulas em razão da pandemia, levou um grupo de professores e alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) a criar o Projeto Safety, há exatamente um ano. Inicialmente, o projeto era formado por 12 pessoas, entre graduandos e pós-graduandos e duas professoras de cursos ligados à área de saúde.

“Assim como hoje, havia muita dúvida do que fazer e como fazer (com relação ao enfrentamento ao novo coronavírus), A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Governo do Estado e de Londrina, publicavam coisas, às vezes documentos que não conversavam entre si”, lembra Marselle Nobre de Carvalho, coordenadora do Safety. “O projeto começou tratando especificamente da síntese das melhores evidências científicas até então, sobre recomendações para a comunidade geral e para os profissionais de saúde”, completa.

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O desenho do colapso

Gestores da saúde convocam a população a ouvir a verdade sobre a crise do sistema e contribuir efetivamente na contenção da covid-19

Cecília França

Autoridades de saúde convocaram a imprensa de Londrina na manhã desta sexta-feira para “desenhar” a gravidade do momento epidemiológico que vive a cidade e região. Em coletiva promovida pelo Ministério Público, integrantes do chamado comitê de crise cobraram responsabilidade da população para a contenção do vírus. Cada fala dos gestores de hospitais deixa óbvio que estamos próximos do caos, e a diretora do Hospital Universitário (HU), Vivian Feijó, decreta: “Não podemos mais brincar com o risco do colapso, porque ele já está existente em algumas horas”.

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Denúncia de agressão de GMs a adolescente é arquivada pela Corregedoria

Processo interno não conseguiu identificar autores da violência; inquérito segue aberto no Nucria

Cecília França

A Corregedoria da Guarda Municipal de Londrina arquivou o processo que investigava a autoria da agressão sofrida por um adolescente de 17 anos, em outubro do ano passado, no Zerão, por parte de guardas municipais. Assinada pelo corregedor adjunto Tales Rafael Garcia da Hora, a decisão aponta que “não há elementos suficientes para a instauração do procedimento disciplinar”, mas reconhece a ocorrência da agressão: “Por todo o exposto, com base nos documentos e informações juntadas aos autos, conclui-se que o adolescente L.E.M. sofreu agressões físicas por parte dos guardas municipais“.

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‘É hora de cada cidadão fazer sua parte, ouvir as autoridades de saúde, ouvir a ciência, a medicina’

Em entrevista à Lume, o secretário de saúde de Londrina, Felippe Machado, fala sobre os desafios deste 1 ano de pandemia, cobra conscientização da sociedade e diz que a compra de vacinas é a prioridade do município: “Não dá mais para a gente achar que vamos ampliar leitos, que vamos resolver com esse ou aquele medicamento, não dá”

Cecília França

Foto em destaque: O secretário de saúde, Felippe Machado/Isaac Fontana FramePhoto

Em 17 de março de 2020 Londrina registrava seu primeiro caso de covid-19, ainda importado. Desde dezembro do ano anterior, notícias sobre o novo coronavírus vinham da China, mas ninguém imaginava a proporção que isso tomaria. Felippe Machado, à frente da secretaria de saúde de Londrina desde 2017, acompanhava as informações e previsões técnicas: “Os próprios especialistas, numa primeira análise, apontavam que talvez a pandemia durasse três, quatro, em cenários mais pessimistas, 6 meses”.

Após um ano Londrina vive o cenário mais grave, com alta taxa de internação e mudança do perfil dos acometidos, em decorrência das novas cepas do vírus. Com vacinas chegando a conta-gotas pelo Ministério da Saúde, o município se prepara para ingressar em um consórcio de prefeitos e também promove “iniciativas isoladas” para a aquisição do imunizante. “Quando a gente vacinar em massa a população, garantir a proteção, é isso que vai nos trazer o fim da pandemia”.

Confira entrevista completa à Lume.

Há 1 ano Londrina confirmava seu primeiro caso de contaminação pelo novo coronavírus, ainda importado naquele momento. O senhor imaginava que a pandemia duraria tanto tempo? Era possível fazer alguma previsão naquele momento?

Na verdade, ninguém da nossa geração havia vivido nada parecido com uma pandemia. Então, quando nós observamos isso lá em dezembro de 2019, a China começando a enfrentar esse problema e as notícias recorrentes na mídia, todos os dias, a gente não esperava que isso tomaria essa proporção, que iria durar tanto tempo. Os próprios especialistas, numa primeira análise, apontavam que talvez a pandemia durasse três, quatro, em cenários mais pessimistas, seis meses. Mas como eu disse, era uma coisa muito nova para todo mundo, que a gente nunca viveu e passou a aprender dia a dia com essa situação.

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Ato em Londrina busca justiça por Matheus Evangelista

Para ativistas, morte do jovem com um tiro, durante uma festa, representa o genocídio da juventude negra e periférica; evento terá transmissão online

Cecília França

Um ato marcado para esta terça-feira (16) pede justiça por Matheus Evangelista, morto com um tiro durante ação da Guarda Municipal de Londrina em 11 de março de 2018. A manifestação está marcada para as 17h30 no bairro Jerônimo Nogueira, Zona Norte, onde Matheus morreu aos 18 anos quando participava de uma festa; Para evitar aglomerações, haverá transmissão online. O ato é organizado por diversos coletivos sociais e pela família do jovem.

Na semana passada, quando a morte de Matheus completou três anos, o julgamento do ex-Guarda Municipal Fernando Neves, acusado de desferir o tiro fatal, foi novamente adiado. Inicialmente marcado para ocorrer amanhã (17), foi transferido para 3 de agosto por causa da pandemia. O pedido partiu da defesa de Neves.

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Londrina tem recorde de 15 óbitos por covid nesta segunda

Uma das vítimas fatais tinha 26 anos, conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde

Cecília França

Foto em destaque: Assessoria HU-UEL

Desde o início do ano, 366 londrinenses perderam a vida em decorrência da covid-19. Hoje a cidade bateu o recorde de vítimas fatais: 15, conforme boletim enviado diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde. A vítima mais nova tinha apenas 26 anos, as demais, 44, 45, 55, 57, 62, 63, 65, 66, 67, 68, 68, 68, 69 e 71 anos. Quatro delas não tinham comorbidades. Com isso, a cidade alcança a triste marca de 803 mortes pela doença desde o início da pandemia.

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Em Londrina, letalidade da polícia dispara 60% durante a pandemia

Foram 58 mortes causadas por agentes de segurança em 2020, contra 36 no ano anterior; PM encara números com normalidade

Murilo Pajolla, especial para a Rede Lume

Foto em destaque: Reprodução Tem Londrina

No ano marcado pelas perdas trágicas provocadas pelo novo coronavírus, o aumento da letalidade policial engrossou a assustadora estatística de mortes em território londrinense. A cidade registrou em 2020 aumento de 60% nos óbitos provocados pelas forças de segurança. Foram 58 mortes em 2020 contra 36 em 2019. O quadro é encarado com relativa normalidade pela Polícia Militar (PM) e pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), órgão responsável por divulgar o balanço e fazer o controle externo da atividade policial.

Por outro lado, os familiares dos mortos se revoltam alegando falta de transparência nas investigações e por verem os inquéritos sendo arquivados sem que haja responsabilização por excessos ou crimes praticados pelos policiais. É o caso da professora Lúcia Solange Bueno, que teve o filho de 27 anos morto num alegado confronto, mas tem certeza que, na verdade, houve uma execução. Clique aqui e leia mais.

Com as 58 mortes no ano passado, Londrina se manteve na segunda posição no ranking de cidades paranaenses com ações mais letais, atrás apenas da capital, Curitiba. A elevação observada na cidade é superior à do Paraná, onde os casos cresceram 23,8% no mesmo período, passando de 307 para 380. As estatísticas também levam em consideração óbitos em ações de guardas municipais e da Polícia Civil, mas a maioria dos episódios ocorre durante operações da PM.

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