Relatos da profissão Scort: O político transgressivo

Por Melissa Campus, atriz e produtora cultural londrinense, atualmente morando em Milão, Itália

A Itália retoma a liberdade e Milão retorna a sua rotina tentando se recuperar dos prejuízos financeiros. De fato as pessoas já estavam cansadas de sua prisão domiciliar particular, tentam recuperar o tempo, com suas máscaras super coloridas, curtem o sol e as ruas com a liberdade merecida e uma nova ótica da vida e do cotidiano.

No jornal anunciam que o Brasil está no topo da lista em infeccão pela Covid-19 e que as fronteiras italianas estão fechadas até dia 31 de dezembro para os brasileiros e alguns outros países.

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Sob o olhar do ‘garoto da vila’

Fotojornalista londrinense troca fotos por cestas básicas para alimentar comunidades carentes
da cidade durante a pandemia do Coronavírus

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

“Em muitos momentos da minha vida eu me peguei questionando sobre o tempo em si. Vejo
um pessoal novo já exercendo a profissão sonhada aos 20 anos e eu, aos 29, ainda nem vivo
da profissão que escolhi, olha o tempo perdido. Mas hoje consegui equalizar esse pensamento
de uma maneira que me define demais: cada um vive no seu próprio tempo.” Essa sinceridade
toda, uma disponibilidade ímpar e um sorriso largo são as qualidades que mais chamam
atenção no jovem fotojornalista londrinense Isaac Sitta Fontana.

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O reconhecimento de minha Cidadania Italiana

por Melissa Campus, atriz e produtora cultural londrinense, atualmente morando em Milão, Itália

Jamais deixei de acreditar na minha origem e aprendi que “Quando não encontramos as oportunidades, podemos criá- las”.

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Cultura. História, Arte erótica. “O equilíbrio através da vingança”

por Melissa Campus, atriz e produtora cultural londrinense, atualmente morando em Milão, Itália

O sexo e o erotismo sempre foram cultuados nas antigas civilizações. O uso do corpo para a purificação da mente sempre fora adorado pelos grandes Reis terrenos em seus grandes templos Divinos. Belas sacerdotisas, com seus conhecimentos e sua importância em cultos religiosos, desempenhavam a tal purificação e conexão com tais divindades.

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Cara gente branca

por Paula Vicente e Rafael Colli, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Em nossa última coluna abordamos a necropolítica do Estado, que mata os corpos indesejáveis e busca uma limpeza étnica e estética. Dissemos, quando Ághata foi assassinada em 2019 pela mesma polícia que assassinou João Pedro no mês passado, que tais mortes são fruto do racismo estrutural que permeia nossa sociedade e, sobretudo, o Estado.

Mas não é apenas o Brasil que sofre cotidianamente com o racismo. No último dia 25, um homem preto foi fria e violentamente assassinado por uma policial branco nos EUA. George Floyd foi sufocado até a morte diante das câmeras. Sua morte causou uma reação não vista desde o assassinato de Martin Luther King Jr., em 1968. Protestos eclodiram pelo país e pelo mundo, em um grito contra a violência policial e contra o racismo.

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Amor, morte e Psyque. Erotismo, sexo e razão. “Esta noite realizarei não o seu, mas o meu desejo”

por Melissa Campus, atriz e produtora cultural londrinense, atualmente morando em Milão (Itália)

Primeiramente quero agradecer esta oportunidade e a cada leitor deste Diário Trans. Tenho pensado em como poderei me expressar genuinamente e realizar este trabalho, criar uma identidade própria, surpreender as expectativas.

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A política da morte não para, nem mesmo diante da morte

por Paula Vicente e Rafael Colli, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

“GENTE PELO AMOR DE DEUS ME AJUDEM ESSE É O MEU PRIMO JOÃO PEDRO MATOS PINTO TEM 14 ANOS E ESTAVA HOJE POR VOLTA DAS 16h EM CASA NA (PRAIA DA LUZ) SÃO GONÇALO RJ EM UMA OPERAÇÃO DA POLÍCIA OS TRAFICANTES ENTRARAM NA CASA E OS POLICIAIS SAÍRAM ATIRANDO E ATINGIU ELE NA BARRIGA” (sic).

No dia 18 de maio de 2020, segunda-feira, o Brasil registrou a triste marca de 1179 mortes por Covid-19. Enquanto isso, o Presidente fazia live com piadinhas e o Congresso articulava a votação do adiamento do Enem, já que o Governo Federal parece que não se importa com os efeitos nefastos da crise da pandemia do coronavírus.

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Lá vem o Brasil descendo a ladeira

Por Paula Vicente e Rafael Colli, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Nada mais atual e real que o saudoso Moraes Moreira e sua icônica composição “Lá vem o Brasil descendo a ladeira”.

Como nada é tão ruim que não possa piorar, a nossa ladeira é longa e íngreme e o fim parece não chegar nunca. Por mais baixo que desçamos, sempre tem mais um pouquinho para afundar. As últimas semanas nos mostraram o caos em que estamos inseridos, a ameaça que nossa democracia enfrenta, o autoritarismo que corre nas veias de nossos governantes e a histeria e o ódio coletivos de nossa sociedade doente.

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Testes para a elite, um sinal de emergência

por Paula Vicente e Rafael Colli, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

O assunto por aqui continua sendo o Coronavírus, infelizmente não conseguiremos abordar qualquer outra coisa enquanto ameaça tão iminente paira sobre nossas cabeças.

Nesses tempos de pandemia os absurdos ocorridos nesta República de bananas são inúmeros, os últimos ataques ao Estado Democrático de Direito são gritantes e vexatórios e a inércia das instituições, um sinal sintomático da fragilidade de nossa Democracia. O líder da nação, que se vê como Luís XIV, aquele que dizia ser o “Estado”, desrespeita as recomendações da OMS, utiliza a pandemia para jogos políticos, desrespeita os familiares dos milhares acometidos pelo Covid-19 e se une a negacionistas conspiratórios em manifestações de claro caráter autoritário e ditatorial, e, como resposta, notas de repúdio!

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Renda Básica de Cidadania: foi necessária uma pandemia?

por Paula Vicente e Rafael Colli, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Ao contrário do que fora ventilado nos últimos dias, o auxílio de R$ 600,00 a trabalhadores informais e autônomos não é nenhuma novidade e, muito menos, foi criado pelo governo genocida de Bolsonaro.

Primeiro, precisamos de um apanhado histórico para entendermos como chegamos até aqui. A renda básica de cidadania remonta do séc. XVI, quando foi ventilada pela primeira vez, de lá pra cá foi defendida por vários estudiosos, inclusive ganhadores do prêmio Nobel de Economia. A Renda Básica, neste viés, se mostra como uma importante ferramenta de desenvolvimento humano e diminuição de desigualdades sociais com efetiva distribuição de renda pelos governos.

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