Notas de repúdio

Por Carlos Monteiro*

Diante do número imenso de “notas de repúdio” que, ultimamente, inundam a mídia e as redes sociais em relação a tantas insanidades, violências e barbaridades, resolvi facilitar a vida das equipes dos gabinetes de crise, assessores e coordenadores de comunicação. Criei um modelo que pode ser preenchido com os dados pelos quais a nota se refere.

Continuar lendo “Notas de repúdio”

Vaidade e castigo

Por Carlos Monteiro*

Ultimamente, as brasas das fogueiras das vaidades têm sido abastecidas por doses maciças de álcool 70% e uma profusão de carvão em lumaréu. Ensimesmados e encimados na obrigatoriedade para se conservarem no controle e com o poder absoluto e diante do dito popular: “queres conhecer o caráter de um homem dá-lhe poder”, muitos têm sucumbido e mandado às favas seus compromissos com a moral mesmo que seja amoral tal atitude.

Continuar lendo “Vaidade e castigo”

Dia de finados

Por Carlos Monteiro*

No dia dois de novembro é celebrado o Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou, como é mais conhecido, o Dia de Finados que, na etimologia da palavra, quer dizer algo que findou. A origem da data remete ao século II, quando alguns cristãos rezavam pelos falecidos e visitavam seus túmulos oferecendo flores. Já no século V era costumeiro que dedicassem um dia por ano a preces e orações àqueles que partiram, principalmente os que não tivessem familiares que pudessem fazê-lo. No século VIII, um decreto do abade Odílio do mosteiro beneditino de Cluny na França – o maior deles na Idade Média – determinou que os monges, sob sua jurisdição, lembrassem o Dia dos Mortos em dois de novembro. Quatro séculos depois, o Papa, Inocêncio VII, adotou a data como o Dia de Finados para a Igreja Católica. A data foi escolhida por ser imediatamente posterior ao Dia de Todos os Santos.

Continuar lendo “Dia de finados”

Tá liberado, tá tudo liberado!

Por Carlos Monteiro*

No país do entrudo, não liberar os ensaios das Escolas de Samba é quase um sacrilégio, afinal, no clima festivo tupiniquim, levamos a vida a base do samba, futebol, cerveja e amanhã seu Zé, se acabarem com seu Carnaval?

O alcaide liberou! Dia primeiro de novembro, véspera do Dia de Finados, ‘tá’ liberado, ‘tá’ tudo liberado, desde que sigam o protocolo: máscara, distanciamento, número reduzido de foliões nas quadras, álcool em gel…vale tudo, só não pode aglomerar, também não pode dançar mulher com homem, todas as variantes possíveis e vice-versa.

Continuar lendo “Tá liberado, tá tudo liberado!”

E por falar em saudade onde anda você…?

Por Carlos Monteiro*

Na segunda passada, há 107 anos, no longínquo século passado, exatamente em 1913, brotou, no bucólico bairro do Jardim Botânico – à época Gávea, nosso “Poetinha Maior”, Vinícius de Moraes. Germinou em terreno fértil e musicalmente propício: pai, poeta e violinista amador e mãe pianista. Aos três, foi para Botafogo viver na casa dos avós paternos. Morou e estudou em várias ruas do bairro até 1924, quando a família se mudou para a Ilha do Governador. Passou os fins de semana e férias como insulano, ficando a semana em terra firme no bairro, cujo nome homenageia João Pereira de Souza Botafogo, português armeiro que lá viveu outrora.

Continuar lendo “E por falar em saudade onde anda você…?”

Ô abre alas

Por Carlos Monteiro*

Considera-se o início da música popular a partir de 1550. Quando os portugueses aportam em terras tupiniquins, já encontram manifestações musicais perante os nativos.

Francisco de Vacas, português morador da Capitania do Espírito Santo, é considerado “o primeiro músico de renome e da maior importância na evolução da música popular brasileira”. Citado por Duarte da Costa, em 1555, como “cantor eclesiástico e metido em confusões policiais, tendo inclusive agredido um aluno…”, tocava viola renascentista.

Continuar lendo “Ô abre alas”

Todo poeta tem sua musa inspiradora

Por Carlos Monteiro*

Musas; quem são essas figuras mitológicas e encantadoras? O nome vem do grego “mousa” – poema. Habitavam o templo de “Museion”, que deu origem à palavra ‘museu’, local onde se incentiva e preserva arte e ciência. Tinham a capacidade de inspirar a criação em sua essência. Filhas de  Mnemósine – “Memória” e Zeus o pai dos deuses.

Continuar lendo “Todo poeta tem sua musa inspiradora”

Pleonasmos e redundâncias?

Por Carlos Monteiro*

Ah, esses vícios de linguagem: curiosos, grotescos, engraçados e até permissivos. Quando literários são chamados de ‘licença poética’. Os exemplos são maravilhosos:

“…E rir meu riso e derramar meu pranto…”. Vinicius de Moraes é pura poesia em “Soneto da felicidade”, ou Pessoa em “Mensagens”; “…Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal…”. Há coisa mais lindas que os versos de Chico, “…E ali dançaram tanta dança…” – aqui com Vininha e “…Me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã…”. Caetano em Sampa “encara frente a frente…”. Eles enfatizam, deixam tudo mais forte, mais bonito, mais sonoro.

Continuar lendo “Pleonasmos e redundâncias?”