Amor, Amar

Por Antonio Rodríguez*

Você já disse eu te amo hoje?
Um eu te amo sincero
Do fundinho mais quente do coração?

Aliás, em meio ao caos
Você já se permitiu amar?

Pura e simplesmente amar
Sem ter medo em meio ao mundo de Phobos
Se permitir ser livre dentro do seu coração
Sem nenhuma quarentena para nos cercear.

Seja online
Ou dividindo o mesmo teto
Diga que você ama alguém
Declame seu amor pela janela
Como uma poesia aos céus
Afagando as saudades
E afogando sentimentos com doçura.

Se permita amar um pouquinho
Ou muito
Sem limites
Como a expansão do universo.

Apenas ame
Se ame
Ame o mundo
A natureza
Pois os humanos são difíceis
Mas ame.
Acima de tudo, ame.

Divida, com leveza, o peso de viver neste mundo
Compartilhe seu coração
Estenda as mãos ao amor
E se entregue por inteiro.

Abrace
Beije
Se entregue
Guarde seu amado dentro de uma caixinha
E desfrute eternamente de seu amor.

Quebre a cara
Se iluda um pouquinho
Sonhe acordado numa manhã de sexta-feira
Viva em um mundo dos sonhos
Onde perfumes guiam caminhos
Toques levam a loucura
E o desejo é o único guia.

Afinal
Se eu amo
Tu amas
Ele ama
Nós amamos
Vós amais
E eles amam.

Vamos amar um pouco, acho que todo mundo precisa se lembrar disso de vez em quando em meio a esse caos chamado Brasil.
Mas me promete, depois de ler essa coluna, que você vai falar que ama alguém?
Porque eu, você e o mundo precisamos de um pouco (MUITOOOOOO) mais de amor.

*Antonio Rodríguez, 18, estudante e poeta nas horas vagas (e algumas ocupadas também). Apaixonado pela vida, faz o máximo para transformar tudo em poesia. Mantém o Instagram @a.poetizando.me

Mês do orgulho LGBTIA+: Basta de genocídio! Parem de nos matar!

Por Régis Moreira*

Junho é o mês em que se convencionou chamar de Mês do Orgulho LGBTIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Intersexuais, Assexuais e outres mais). Desde a revolta de Stonewall, que ocorreu em 28 de junho de 1969, em que um grupo liderado pelas travestis Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera lideraram um levante contra os regimes de opressão, em Nova York, nos Estados Unidos. O levante de Stonewall não foi exclusivamente LGBT, mas reuniu pautas fundamentais de luta como o Movimento Sindical, os Panteras Negras, o Movimento Contracultural, entre outros. Uma ampla aliança política por aqueles que vinham sendo mortos e oprimidos pelo capitalismo necropolítico de extermínio. Não dá para pensar em avanços das pautas LGBTIA+, sem considerarmos as interseccionalidades das pautas que atravessam os corpos, os direitos, as vidas, as políticas. Os processos de higienização e extermínio, calcados nos padrões colonizadores, estigmatizadores, higienizadores.

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Ação social beneficia famílias do Vista Bela


Entrega de alimentos foi destinada a pessoas com deficiência e comorbidades que vivem no residencial, na zona norte de Londrina

Viviani Costa, especial para a Rede Lume

Foto em destaque: Thais Coelho, Rodrigo Rogério Alves, sua mãe Rosângela Ferreira dos Santos e Vera Vieira

Cantarolando pela rua e com alegria estampada no rosto, Rodrigo Rogério Alves, 21, se aproximou sem passar despercebido. “Tô muito feliz hoje!”, contou ao lado da mãe Rosângela Ferreira dos Santos. Os motivos: pela manhã, mãe e filho receberam a doação de alimentos no Residencial Vista Bela, zona norte de Londrina, e à tarde ele seria imunizado contra a Covid-19, conforme cronograma da Secretaria Municipal de Saúde. “Desde ontem, ele está pulando de alegria”, exaltou Rosângela.

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Vacina protege idosos de morte por covid em Londrina

Atualmente, pessoas com 80 anos ou mais representam apenas 13% dos óbitos

Nelson Bortolin

Dos 223 dos mortos por covid em Londrina no mês de maio, 83, ou 37%, tinham 70 anos ou mais de idade. Somente 30, ou 13%, estavam na faixa etária com 80 anos ou mais. A análise dos dados dos boletins epidemiológicos divulgados pela Prefeitura de Londrina não deixa dúvidas: a doença mata cada vez menos as pessoas mais velhas, que já estão vacinadas.

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MP recomenda que Secretaria Estadual de Saúde adote medidas para coordenar enfrentamento à pandemia

FONTE: Ministério Público

O Ministério Público do Paraná expediu nesta quarta-feira, 2 de junho, recomendação administrativa dirigida ao secretário estadual de Saúde para que sejam adotadas pelo órgão estadual medidas concretas e efetivas de coordenação, planejamento, organização e controle no combate à pandemia de Covid-19 no Paraná. O documento, assinado pelas Promotorias de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá, considera a competência estadual para tais iniciativas, prevista na legislação do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Londrina vive recorde de internados por covid

São 276 cidadãos em hospitais com a doença, sendo 157 em leitos de terapia intensiva

Nelson Bortolin

Londrina bateu nesta quarta-feira (2) novo recorde de internações por covid-19 desde o início da pandemia. Estão nos hospitais 289 londrinenses vítimas da doença, 13 a mais que no recorde anterior do dia 30 de abril, quando eram 276 internados.

Considerando apenas os londrinenses em unidades de terapia intensiva (UTIs), também foi atingido novo recorde histórico. São 157 pessoas nesses locais, 15 a mais que no dia 26 de abril, data do recorde anterior.

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Aforismos Premonitórios

Por Carlos Monteiro*

Os bons conselhos, em forma de frases ou expressões, são desde sempre usados para exemplificar atitudes e possibilidades, mas, será que na realidade, são de fato úteis? Será que na hora do pega pra capar, na casa do ferreiro, o espeto é mesmo de pau? Melhor que seja; ferimento de ferro deve ser bem dolorido. Esperar é sinônimo ou antônimo de alcançar? Nessa espera o tempo tem sido mesmo o senhor da razão? Andam dizendo que todos os caminhos levam a Roma, mas, para chegar até ela, não é necessário ter boca ou devemos vaiá-la? Bons provérbios espalham ramas pelos chãos? E os burros; devemos correr, até onde o Judas perdeu suas botas, ao vê-los fugidos? Toda obra de arte deveria ser esculpida em Carrara? Quem não chora, não mama, mas, e se o leite estiver derramado; reclamamos com o Papa ou com o Bispo. No Rio de Janeiro, é melhor ir ao Vaticano, afinal, dizem que santo de casa não obra milagres.

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Cesta básica se aproxima dos R$ 500 e deve subir ainda mais

Preços da carne e do leite devem aumentar nos próximos dois meses dificultando ainda mais a alimentação adequada das famílias carentes

Cecília França

A cesta básica de alimentos custou R$ 495,06 para uma pessoa em Londrina no mês de maio, segundo pesquisa mensal realizada pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Nupea). O resultado representa aumento de 1,9% em relação ao mês anterior e 19,25% frente a maio do ano passado. Para uma família de quatro pessoas o preço da cesta foi de R$ 1.485,17.

Dos 13 itens pesquisados, oito apresentaram aumento, especialmente açúcar (9,6%), leite (9,2%) e feijão (7,5%). A carne, que teve acréscimo de 3,7%, representou quase 50% do custo total da cesta em maio (49%). A carne pesquisada desde o início da série histórica, em 2003, é o coxão mole bovino, item que desapareceu das casas de muitas famílias de baixa renda.

Caso de Daniele Taveira dos Santos, 42, moradora do Vista Bela e mãe de cinco filhos, o mais velho de 19 anos e o mais novo de apenas 11 meses. A família vive com os R$ 398 do Bolsa Família, valor insuficiente para comprar alimento, roupas e pagar as contas da casa. “Você vai no mercado com 100 reais e volta com uma sacolinha pequena. Eu recebo ajuda da Amvibe (Associação Amigas do Vista Bela) ou cesta básica da igreja. Mas me aperta muito, na questão da bebê, por exemplo, preciso de fralda, leite. As crianças nem sempre tem uma bolacha, uma coisa diferente para comer”, relata.

Segundo Daniele, “carne ficou no passado”. “Quando sobra um dinheirinho compro uma coisa mais barata, um franguinho, mas carne vermelha faz tempo que não vejo”.

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Campanha quer agasalhar população de rua de Londrina

Organizada pelo Movimento Nacional da População de Rua, ação conta com três pontos de entrega no Centro e na Zona Oeste

Mariana Guerin

O núcleo londrinense do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR) deu início a uma campanha do agasalho para distribuir roupas, meias, sapatos, cobertores e mochilas para a população de rua da cidade antes que comece o inverno, no final de julho.

A Rede Lume é parceira do MNPR e da Universidade Estadual de Londrina (UEL) na ação, que é organizada pela Funcart – Fundação Cultura Artística de Londrina e o Pop Rua e conta com apoio dos projetos Brisa e Faz a Boa e do escritório Advocacia Humanista Carneiro, Vicente & Colli.

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‘O sistema penal é a própria injustiça social’

Declaração é do defensor público do Estado do Paraná André Giamberardino durante evento virtual que debateu o encarceramento de vulneráveis e os caminhos para aprimorar o sistema; debate contou ainda com relato de opressão de mulher trans no cárcere

Cecília França

Foto em destaque: O defensor público André Giamberardino durante o evento

Na última quinta-feira, a Escola da Defensoria Pública do Estado do Paraná (EDEPAR) promoveu o evento online O aprisionamento dos vulneráveis: o encarceramento de pobres, de negros e de mulheres trans, no qual os participantes debateram a seletividade do sistema penal. Com a mediação de Clodoaldo Porto Filho, psicólogo da Defensoria Pública do Paraná (DPE-PR), participaram Raffaela Rocha, mulher trans londrinense, universitária e ativista social, e André Giamberardino, defensor público, professor e coordenador do Núcleo de Política Criminal e Execução Penal (NUPEP).

Na ocasião, Giamberardino contrapôs mitos sobre questões que, supostamente, levariam ao crime e sobre a eficiência do encarceramento em massa como medida de combate à criminalidade. No país com a terceira maior massa carcerária do mundo (773.151 pessoas, segundo dados divulgados em 2020), em que 67% são negros, 56% têm entre 18 e 29 anos e 53% têm apenas ensino o fundamental incompleto, o debate se faz urgente.

O defensor público destacou dois mitos: da correlação entre criminalidade e punitividade – a ideia de que ocorrem muitas prisões porque são cometidos muitos crimes – e o segundo mito que associa a vulnerabilidade social ao crime como decisão individual. “Sobre esse mito da correlação entre criminalidade e punitividade, o aumento das pessoas presas seria reflexo direto do aumento da criminalidade. Quando você vai olhar mais de perto percebe que não é uma hipótese que tem correlação com a realidade. Você tem países com taxas bem mais baixas de encarceramento, que são países parecidos com o Brasil em termos de desigualdade social e de colonização, e que tem índices até mais altos de criminalidade, por exemplo Colômbia, Venezuela e México, que não tiveram o mesmo boom de encarceramento a partir da década de 90. Mesmo nos Estados Unidos as taxas oficiais de criminalidade caem desde a década de 90, mas o encarceramento em massa só foi frear em 2010. Então, por pelo menos 20 anos essa explicação não serviria”, alerta Giamberardino.

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