Com falta de médicos, saúde colapsa em Londrina

Não há vagas nem profissionais para ampliar atendimento a um número cada vez maior de pacientes de covid

Nelson Bortolin

O prefeito Marcelo Belinati (PP) fez neste domingo (6) à noite uma live no Facebook para apresentar a restruturação do atendimento à população com covid e avaliar a situação da pandemia na cidade. Ele reforçou que Londrina vive o pior momento da crise causada pelo novo coronavírus e que havia uma fila de 55 pessoas aguardando leitos hospitalares na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará neste domingo.

Segundo ele, não há vagas nem na rede pública nem na particular.

De acordo com Belinati, não adianta fazer novas ampliações de estruturas de saúde porque já não há mais médicos para absorver a demanda. Ele relatou ter encaminhado ofício à Associação Médica de Londrina (AML) pedindo ajuda da entidade para conseguir mais profissionais para atender a população.

A presidente da AML, a médica Beatriz Tamura, disse à Lume que assim que receber o ofício a associação irá “auxiliar no que for necessário”.

Ao final da apresentação do prefeito, a reportagem encaminhou a ele uma pergunta por meio da assessoria de imprensa: “Por que a Prefeitura não decreta um novo lockdown?” O questionamento não foi apresentado a Belinati.

Clique aqui para assistir à live do prefeito.

E aqui para ver boletim epidemiológico.

Unimed monta UTI no Pronto Atendimento

Em matéria publicada na última quarta-feira a Lume citou relato de paciente com convênio de saúde que esperou quatro dias por uma vaga em UTI covid. Questionada, a Unimed esclareceu que o tempo de espera por vaga em unidade de terapia intensiva nos hospitais tem sido variável e que, por isso, estruturou leitos de UTI dentro de seu próprio Pronto Atendimento.

Em nota, a cooperativa afirma ter investido em bombas de infusão, respiradores e demais equipamentos, além de contratação de pessoal, incluindo médicos intensivistas, que não faziam parte do corpo clínico do PA. Já a espera por encaminhamento para leitos hospitalares de enfermaria covid tem sido de 24h a 48h.

A entidade cobra responsabilidade da população no controle da pandemia: “A Unimed Londrina entende que o combate a essa pandemia deve ser intensificado não só pelas entidades públicas e privadas que, como é de todos conhecido, já estão saturadas, mas também, e principalmente pela população em geral, que vem se expondo a esse grave risco.”

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