Live discute arte e resistência nos contextos necropolíticos

Encontro acontece às 19h no Youtube e contará as lutas de artistas travestis e transexuais brasileiras

Mariana Guerin

Nesta quinta, às 19 horas, o Observatório Nacional de Políticas Públicas e Educação em Saúde promove a live “Corpos que Importam – Arte e Resistência das Travestis e Transexuais nos Contextos Necropolíticos”, com mediação do comunicólogo social Régis Moreira, docente do curso de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), um dos coordenadores do grupo de pesquisa e extensão Entretons e integrante do Observatório. A live acontecerá pelo Youtube, por meio do link: https://youtu.be/yVNEMYNaGns.

Segundo Moreira, o Observatório tem abrangência nacional e comporta pesquisadores de 22 universidades públicas do Brasil, do qual a UEL faz parte nos departamentos de Saúde Coletiva e Comunicação. “Nós temos produzidos essas lives chamadas ‘Praças, sinais que vêm da rua’. Nós produzimos várias em novembro do ano passado no congresso da Rede Unida e começamos a produzir uma há um mês. É uma live que tem artistas e comunicadoras travestis e transexuais mulheres. São artistas combativas”, diz o mediador.

Entre as participantes está a atriz Mel Campus, que é produtora cultural e ativista de direitos humanos e saúde. Ela vai falar sobre arte erótica, que é o tema ao qual ela tem se dedicado em sua estadia na Itália, no último ano.

A travesti Vulcanica Pokaropa é formada em Fotografia e mestre em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Ela é pesquisadora da presença de pessoas transexuais, travestis e não bináries no teatro e performance. Além disso, integra a Cia Fundo Mundo de circo, formada exclusivamente por pessoas transexuais, travestis e não bináries.

A série “Desaquenda” foi seu principal trabalho do mestrado e está disponível no youtube pelo canal da “Cucetas Produções”. Pesquisadora de bambolê e comicidade, ela é performer, poeta, artista plástica e visual, produtora cultural e curadora de arte.

Outra participante será a estudante de Ciências Sociais Urse Lopes Brevilheri: mulher não-binária, transativista, poeta, artista, que trabalha com rádio e mídias sociais. Urse faz parte da Red No Binaries Latinoamerica e produz conteúdo para a página @transnaobinarie no Instagram.

“A Coraci Ruiz é uma cineasta de Campinas que fez um documentário sobre os processos de transição do seu filho trans homem. Então ela vai dar um depoimento do ponto de vista de uma mãe de um trans que faz do processo de transição um filme”, completa Moreira. Coraci é documentarista, fundadora da produtora audiovisual Laboratório Cisco, sediada em Barão Geraldo, em Campinas, e doutora em Multimeios.

Participa do encontro ainda, como mediador, o estudante Jonathas Justino, que é psicólogo e mestrando em Saúde Coletiva pela Univesidade de Campinas (Unicamp), também participante do Entretons. A apresentação ficará a cargo do médico sanitarista Emerson Merhy, docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenador do Observatório Nacional de Políticas Públicas e Educação em Saúde.

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