Direitos roubados

Por Antonio Rodríguez*

Admirar o céu
Apreciar um bom café
O prazer gustativo de uma boa comida
Dançar livremente
Ao som de uma boa música.

Sentir na pele o vento
Se cobrir em uma noite fria

Aproveitar os amenos raios de sol
Em uma manhã encoberta de nuvens.

Acordar cedo em uma manhã de domingo
E descobrir que a cama está boa demais
E você não precisa abandoná-la.

Em resumo
Toda e qualquer boa notícia
Ou sensação boa

Nos foi roubado
A angústia domina e aperta o peito.

3.000 covas cheias por dia
300.000 em um ano

E achamos que teríamos direito a sorrir?

Acordar todo dia
E saber que sua vida “normal” continua
Um genocida nos governa

Nos rouba o direito de sorrir.

Nos rouba o direito de gozar da vida
Nos rouba o direito da vida.
Nos rouba o direito.

Em breve nem sonhar será de graça.

Nesse mundo em que esperança é tudo com que podemos contar, ela parece cada vez mais escassa e cada vez mais difícil de se encontrar em meio às angustias que nos afligem não todo dia, mas a cada segundo de cada dia.
É cada vez mais difícil continuar, ou crer que é possível continuar e a sensação de impotência só parece menor quando é momentaneamente substituída pela alegria de algum vacinado.
É difícil, mas saiba que felizmente (ou não) não estamos sozinhos, então seguimos unidos (nem que seja por uma tela).

*Antonio Rodríguez, 18, estudante e poeta nas horas vagas (e algumas ocupadas também). Apaixonado pela vida, faz o máximo para transformar tudo em poesia. Mantém o Instagram @a.poetizando.me

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