Número de mortes por covid em 2021 já ultrapassa o ano todo de 2020

No ano passado 436 pessoas perderam a vida para a doença em Londrina; este ano já foram 439

Cecília França

Mais um dado assustador sobre a pandemia da covid-19 em Londrina: em menos de três meses o número de óbitos decorrentes da doença em 2021 já supera as vidas perdidas em 2020. De março a dezembro do ano passado, 436 pessoas morreram pela doença, enquanto que de 1 de janeiro até ontem (22) já foram 439 vítimas fatais; 184 apenas neste mês de março. No total, Londrina soma 875 óbitos por covid-19.

Desde meados do mês de fevereiro autoridades de saúde, especialmente a diretora do Hospital Universitário (HU), Vivian Feijó, vêm alertando para o agravamento da pandemia. Os pacientes estão mais jovens e com alta gravidade. Resultado: as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e as enfermarias encontram-se lotadas.

O número de londrinenses internados, divulgado diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde, permanece acima dos 150 desde o dia 5 de março. No dia 18 atingiu o recorde de 238 pacientes necessitando de cuidados hospitalares, sendo 95 em UTIs e 143 em enfermarias. Ontem 208 londrinenses estavam internados, 93 em UTIs e 115 em enfermarias.

O número de internações nunca foi tão alto, nem mesmo em setembro, quando tivemos o pico de infecções até então. No dia 7 daquele mês foi registrado recorde de 855 casos ativos na cidade, dos quais 95 encontravam-se internados e o restante em isolamento domiciliar.

A circulação das novas variantes do vírus SARS-CoV-2 na cidade vem sendo apontada como responsável pelo agravamento da doença. “Os pacientes que chegavam anteriormente vinham com um comprometimento pulmonar menor, hoje a gente tem pacientes de 20, 30 anos, sem muita comorbidade, com comprometimento de 50%, 70% do pulmão”, declarou a infectologista no HU, Zuleica Tanno em entrevista coletiva no dia 27 de fevereiro.

“Em que pese nós não tenhamos um um alto número de casos confirmados todos os dias – estamos com uma média de 200, 250 novos casos por dia, e já chegamos a mais de 500 – nós observamos uma alta taxa de ocupação (de leitos), observamos um período de internação mais longo, observamos pacientes jovens sem comorbidades sendo internados e muitos até, infelizmente, vindo a perder a vida. Isso tudo se deve a essas novas variantes”, disse o secretário municipal de saúde, Felippe Machado, em entrevista à Lume.

Mais leitos

Ontem, 61 pacientes aguardavam por leitos de UTI covid no HU de Londrina. A instituição anunciou que vai qualificar mais 50 leitos para tentar absorver a demanda. Tratam-se de leitos já existentes no hospital mas que passarão a contar com estrutura da terapia intensiva.

Em todo o Paraná, 967 pacientes aguardam leitos exclusivos para tratamento da covid-19.

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