Aulas presenciais continuam suspensas em todas as escolas de Londrina

Justiça repõe validade do decreto municipal que adia retorno até março; Estado anuncia adiamento do modelo híbrido pelo mesmo período

Cecília França

Foto em destaque: Emerson Dias/NCom

O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná acatou recurso da Prefeitura de Londrina e repôs a validade do decreto municipal que suspende as aulas presenciais no município até 28 de fevereiro. Também hoje o Governo do Estado anunciou o adiamento das aulas em modelo híbrido, previsto para começar no próximo dia 18. O início do ano letivo nas escolas estaduais segue marcado para esta data, porém, em modo remoto até 1° de março.

A decisão favorável à Prefeitura de Londrina foi concedida pelo desembargador Fabian Schweitzer. Ele acatou as argumentações da Procuradoria-Geral de que Londrina vive um “grave momento endêmico” da pandemia do novo coronavírus. Com isso, escolas públicas e privadas seguem impedidas de funcionar até o dia 28, quando o decreto perde a validade.

O fechamento prolongado das escolas tem sido motivo de vários protestos de pais e donos de escolas particulares em Londrina. Nesta noite eles promoveram uma nova carreata em defesa da reabertura.

Em entrevista à Lume na semana passada, quando o Ministério Público entrou com ação pedindo a reabertura das escolas, o presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe), Alderi Ferrarezi, declarou: “O prefeito está pensando no imediato, defendendo a ideia de que a criança em casa está segura – ideia com a qual não concordamos. Ele não está enxergando os prejuízos que essas crianças e jovens vão ter nos próximos anos”.

A ação proposta pelo MP havia sido acatada pela juíza da Vara da Infância e Juventude no último sábado.

Estado

A Secretaria da Educação e do Esporte (Seed) diz que o adiamento do retorno em modo híbrido atende, principalmente, a pedido dos diretores das escolas por mais treinamentos para a equipe e os alunos. Os estudantes serão chamados às escolas entre os dias 24 e 26 para instruções quanto às medidas sanitárias. Segundo o secretário Renato Feder, não haverá novos adiamentos.

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