Em vídeo, profissionais do HU fazem apelo: ‘Estamos cansados e doentes’

Em mensagem de fim de ano, enfermeiros e médicos do Hospital Universitário alertam: “Nossos leitos covid estão lotados”

Da Redação

Profissionais do Hospital Universitário de Londrina (HU) divulgaram hoje um vídeo com apelo para que a população se previna da covid-19 nas festas de fim de ano. Na mensagem enfermeiros e médicos dizem que os leitos estão lotados e os profissionais “cansados, sobrecarregados e doentes”. (assista abaixo)

“Nossos leitos covid estão lotados e nós pedimos a colaboração de todos para que nesse período de férias, se cuidem”, diz a chefe de enfermagem do Pronto-socorro do HU, Patrícia dos Santos Diesel.

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Termina quarentena na PEL II após surto de covid-19

Cecília França

Terminou na última segunda-feira (28) a quarentena na Penitenciária Estadual de Londrina II (PEL II) após o surto de covid-19 descoberto no dia 12 de dezembro. No total, 49 detentos e 14 servidores foram contaminados. Quatro funcionários permanecem afastados. O surto na PEL II foi o segundo em unidades prisionais de Londrina. O primeiro ocorreu no Centro de Reintegração Social (Creslon), no mês de setembro, quando 125 pessoas testaram positivo para a doença. A unidade abriga detentos em regime semiaberto.

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Incidência da Covid em Londrina avança acima da média nacional

Cidade registrou hoje mais 334 novos casos e quatro óbitos

Cecília França e Nelson Bortolin

Foto em destaque: Isaac Fontana

Londrina teve mais quatro mortes por covid-19 nesta terça-feira (29), totalizando 429 desde o início da pandemia. Os óbitos são de três homens – um com 71 e dois com 80 anos – e de uma mulher de 49 anos. Com 334 novos casos registrados, agora são 21.226 londrinenses que se infectaram com o novo coronavírus desde março.

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Para minhas irmãs nas ruas

Por Cecília França

Marisete atravessa a rua meio correndo. Eu sempre a vejo em semáforos, sorridente, mas só soube seu nome na última terça-feira quando participei da ação de fim de ano do Movimento Nacional da População de Rua em Londrina.

Marisete é um encanto. Fala como uma criança, manhosa. Das pernas grossas saltam varizes resultantes dos vários quilômetros que percorre por dia. Nos agradece o presente, um kit com shampoo, sabonete, desodorante, roupas íntimas novas. Sorri para a foto. Está com os cabelos molhados, nos pede uma toalha, mas não temos.

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‘Cada escolha uma oportunidade’

A enfermeira Natália Gaiofatto viveu o medo da Covid-19 na pele e aposta na empatia para conscientizar pacientes e amigos sobre o lado bom da vida

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Todo mundo tem uma história para contar. Foi o que eu disse para a Natália quando a convidei para ser personagem desta singela coluna, que nasceu despretensiosa em meio ao isolamento da pandemia e que mudou minha vida para sempre. Eu conheço a Natália desde pequena. Ela é filha de um casal de amigos que cresceu com meu pai numa colônia italiana no interior de São Paulo. Como aconteceu com a minha família paterna, os avós da Natália imigraram na década de 1950 para o Brasil em busca de uma vida melhor. Sua avó era prima da minha avó então somos praticamente da mesma família.

Natália Tatiana Gaiofatto, 33 anos, nasceu em Assis, mas viveu a vida toda em Pedrinhas Paulista. Formada em enfermagem pela Unimar, de Marília, ela atua na unidade básica de saúde do município há dez anos. Casada e mãe do Atílio, de 5 anos, e da Tarsila, 3, ela confessa que a rotina de esposa, mãe e profissional é uma “loucura”. “Ser mãe de dois, mulher, dona de casa e trabalhar fora é missão para poucos”, brinca.

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“Querido Papai Noel

Sim, o Natal chegou.

Não, não é Abril mais.

O ano voou

E os dias trancados

Fizeram parecer que durou menos

Muito menos.

De tal forma

Que o espírito natalino

Ainda está sendo procurado.

Se o senhor entrar em casa

Saí no mínimo enxotado a tapas

Porque nem minha família veio.

180 mil famílias

Que reunidas ou não

Carecem de motivos para celebrar

E celebraremos o que?

Mais um Natal

Com um presidente que zomba os mortos?

É triste

É quase sádico encarar a realidade

Em um período vivido de irrealidades.

Mas ela está aí

Sobre todos nós

Cadê aquele abraço gostoso

Pelo qual você esperava o ano todo?

Até onde eu lembro

Google Meet não tem a função abraço

Whatsapp não tem a função cheiro

Zoom não tem o prazer do toque

Nenhuma tecnologia

Tem o que a gente precisava agora.

Um abraço de esperança.

Você tem como conseguir isso pra mim?”

Feliz Natal a todos, ou o mais próximo disso que nós conseguirmos.

Sozinhos em casa, amaldiçoando a família que se reuniu ou apenas com aquela pessoa especial, todos nós vamos refletir muito esse Natal. Sobre a vida ou sobre o que nos cerca, sobre o que realmente importa e sobre os abraços que nos faltam. Esse definitivamente é um nascimento de Jesus que marcará a nossa história (talvez não pelos mesmos motivos que a Igreja gostaria).

É cedo para pensarmos em ‘retomar a vida de antes’, diz diretora da APrI

Jamile Perozin responde dúvidas sobre a covid-19 e alerta para os riscos de disseminação da doença das festas de final de ano

Cecília França

Autoridades em saúde estão preocupadas com as festas de final de ano e seu efeito sobre os núneros da covid-19. “É esperado que o número de casos aumente após as festas de final de ano na medida em que houver descumprimento das medidas (de distanciamento)”, afirma à Lume a médica Jamile Sardi Perozin, da Associação Paranaense de Infectologia.

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Londrina chega à média nacional de casos de Covid-19

Prefeitura mostra que outras cidades importantes do Estado estão em situação ainda pior

Nelson Bortolin

Foto em destaque: Unsplash

Durante boa parte da pandemia do novo coronavírus, Londrina esteve bem abaixo da média nacional em números de casos. Até o final de agosto, por exemplo, os casos registrados por milhão de habitantes na cidade eram menos da metade da média brasileira. Mas esse porcentual não parou de crescer e Londrina praticamente alcançou o indicador nacional.

Nesta quarta-feira, a Prefeitura divulgou 304 novos casos confirmados de Covid-19. Com isso, agora são 34.582 casos por milhão de habitantes, ou 99% dos 34.827 da média brasileira.

Veja no gráfico como a incidência da doença vem se aproximando da realidade de todo o País.

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