Coletivos e entidades propõem a candidatos compromisso com ‘Londrina sem LGBTfobia’

Documento com dez propostas foi enviado aos postulantes à prefeitura de Londrina e prevê compromissos por uma cidade solidária, laica e sem discriminação

Da Redação

Dez coletivos e entidades representantes da população LGBTI+ de Londrina propuseram aos dez candidatos a prefeito um termo de compromisso intitulado “Dez pontos por uma Londrina sem LBGTfobia”. O documento reúne itens como o plano municipal de promoção da cidadania e direitos humanos; o conselho municipal de direitos da população LGBTI+; decreto que determina o uso do nome social de travestis e transexuais por todos os órgãos da administração pública, além de mecanismos de monitoramento da lei municipal 8812/2002, que estabelece penalidades aos estabelecimentos que discriminarem pessoas em virtude de sua orientação sexual.

As assessorias e coordenações de campanha dos dez candidatos à Prefeitura de Londrina já receberam o termo e Márcio Sanches (PCdoB) e Boca Aberta (PROS) já o assinaram; outros dois – Carlos Scalassara (PT) e Barbosa Neto (PDT) – se comprometeram com a adesão. As entidades e coletivos esperam ter todos os retornos até amanhã (10), quando tornarão os compromissos públicos.

A iniciativa é do Fórum LBGT de Londrina e Região e reúne o Coletivo Elity Trans; Coletivo de Homens Transexuais de Londrina Resiliência T; Rede LGBT Ubuntu; Roda de Conversa Sexualidade e Espiritualidade da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; Movimento Construção, Bloku da Elke; Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia); Mães pela Diversidade e Comissão de Direitos Humanos da Subseção da OAB em Londrina (CDH/OAB Londrina).

Vinícius Yoma Bueno articula o Fórum LGBT e explica o porquê do documento. “O município de Londrina precisa reconhecer a existência de pessoas LGBT. A gente é médico, cabeleireiro, vendedor ambulante. A gente quer ser tratado pelo que a gente é. Moramos em Londrina, pagamos impostos e precisamos de políticas públicas. Não de discriminação”. 

Coordenadora em Londrina do Mães pela Diversidade, Sônia Camargo espera que as reivindicações tenham apoio dos candidatos. “Seja qual for o pretendente que assuma a prefeitura deve ter o compromisso de tornar essa cidade acolhedora e aberta à população LGBT. Para o ‘Mães’, todo e qualquer LGBT é nosso filho. E merece direito à saúde, moradia, além de respeito”.

Confira os 10 pontos propostos pelos coletivos e entidades:

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