‘Pluralidade de vozes dentro do feminismo lança luz para uma sociedade mais diversa’, diz psicóloga

Amanda Morais, docente na UEL e doutoranda em análise do comportamento, identifica as diversas violências contras as mulheres (históricas e durante a pandemia) e aponta caminhos para a superação do patriarcado

Cecília França

A psicóloga Amanda Morais, mestra em análise do comportamento e docente na Universidade Estadual de Londrina (UEL), acompanha o impacto da pandemia na vida das mulheres de variadas óticas: em seus atendimentos clínicos, em suas pesquisas para o Doutorado em andamento e como militante da Frente Feminista de Londrina. Ela comenta que o confinamento, que obrigou muitas mulheres a conviverem mais com seus agressores, dificultando denúncias, também trouxe obstáculos à busca por autonomia financeira e à consequente saída de relacionamentos abusivos.

“Houve diminuição de oportunidades por conta dessa situação, então, prejudicou o desenvolvimento da construção de autonomia dessas mulheres”, comenta.

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Narrador de histórias bem contadas

Jornalista londrinense Wilhan Santin reúne reportagens e crônicas autorais no site ‘Bem Contado’, que busca transformar realidades por meio da boa leitura

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

Contar histórias é prerrogativa da profissão de jornalista, mas o londrinense Wilhan Santin, 38 anos, nunca imaginou que chegaria tão longe com suas palavras. Das reportagens em jornais e revistas de abrangência nacional, como Folha de S. Paulo, Revista Globo Rural e BBC Brasil, ao trabalho como assessor de comunicação do Hospital do Coração de Londrina, ele encontrou nos livros uma maneira de extravasar suas impressões sobre tudo o que vê.

Algumas obras contam a vida de personagens icônicos da história paranaense e brasileira, como o alemão Herbert Bartz, precursor do plantio direto no Brasil. Outras são encomendadas por empresas que desejam perpetuar sua trajetória, mas o livro que o jornalista mais gostou de escrever foi um conto infantil.

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Sem negociação, professores aprovam indicativo de greve para 2021

Após assembleia na tarde de quinta-feira (26), dez educadores também encerraram greve de fome iniciada na semana anterior

Cecília França

Foto em destaque: Divulgação

Dez professores que se mantinham em greve de fome, há oito dias, em Curitiba, abrigados sob a marquise do Palácio Iguaçu, encerraram ontem seu ato extremado, após assembleia geral da categoria. A manifestação terminou sem recuo por parte da Secretaria da Educação e do Esporte (Seed) em relação à prova para seleção de professores por Processo Seletivo Simplificado (PSS), que ocorrerá de forma presencial em plena pandemia. Mais de 47 mil professores se inscreveram.

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Novamente vitorioso, ‘belinatismo’ enfrenta impasse

Com luz própria ou não de Marcelo Belinati, maior clã político londrinense tem desafio de emplacar terceira geração

Fábio Galão

Foto em destaque: Isaac Fontana

A reeleição em primeiro turno de Marcelo Belinati (PP) para a prefeitura de Londrina com quase 70% dos votos, no último dia 15, apenas comprovou o que há muito já se sabe: o sobrenome Belinati é o mais poderoso da história política londrinense. A partir da primeira vitória do tio de Marcelo, Antonio Belinati, na disputa para prefeito de 1976, a família venceu cinco vezes a corrida para o Executivo municipal – três com Antonio Belinati (ganhou também em 1988 e 1996) e duas com Marcelo (2016 e 2020). Vale lembrar que o tio também foi o vencedor em 2008, mas foi impedido pela Justiça Eleitoral de tomar posse.

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Notas de repúdio

Por Carlos Monteiro*

Diante do número imenso de “notas de repúdio” que, ultimamente, inundam a mídia e as redes sociais em relação a tantas insanidades, violências e barbaridades, resolvi facilitar a vida das equipes dos gabinetes de crise, assessores e coordenadores de comunicação. Criei um modelo que pode ser preenchido com os dados pelos quais a nota se refere.

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“A violência doméstica é complexa, não tem somente a parte criminal”, avalia delegada da mulher

Em entrevista à Lume, Magda Hofstaetter fala sobre o impacto da pandemia nas denúncias e a importância de se mudar a cultura para superar o machismo e a violência contra as mulheres

Cecília França

Desde o começo da pandemia imaginava-se qual seria o efeito do isolamento necessário para conter a Covid-19 sobre os índices de violência doméstica. Fechadas em casa com seus agressores, e com acesso dificultado às delegacias, as vítimas teriam maior dificuldade para efetivar denúncias. Dados dos primeiros seis meses do ano comprovaram, em parte, esse temor. Nacionalmente, houve redução nos registros de ocorrências. Em contrapartida, as chamadas para o 190 da Polícia Militar aumentaram 4% e 8,5%, no Brasil e no Paraná, respectivamente.

Os dados foram apresentados ontem pela delegada adjunta da Delegacia da Mulher de Londrina, Magda Hofstaetter, em sessão virtual da Câmara de Vereadores alusiva ao Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, lembrado hoje (25). Em entrevista à Lume, um dia antes, a delegada falou sobre a situação na cidade.

“Assim como aconteceu no cenário nacional, aqui em Londrina também, no início da pandemia houve uma queda no registro de ocorrências, até junho (…) Porém, a gente não pode associar isso à não ocorrência da violência”, alerta. Os dados locais precisam ser solicitados à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), que nos pediu de 20 a 30 dias para enviá-los.

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Após manutenção de prova para professores PSS, APP estuda greve geral

Secretaria de Educação do Paraná confirma seleção no dia 13 de dezembro; professores têm assembleia na próxima quinta (26)

Cecília França

Foto em destaque: Divulgação

Desde a última semana, professores estão mobilizados em todo o Paraná pela revogação do Edital 47/2020, que prevê prova para a contratação de professores por Processo Seletivo Simplificado (PSS). Em Curitiba, cerca de 20 educadores seguem em greve de fome, desde a última sexta-feira, alojados na marquise no Palácio Iguaçu. A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed) confirmou a realização da prova no dia 13 de dezembro. Mais de 47 mil educadores se inscreveram.

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Aprovação automática na EJA municipal preocupa professores, pais e alunos

Medida do Conselho Municipal de Educação desconsidera ritmo diferente da modalidade de ensino, afirmam docentes

Fábio Galão

Professores, pais de alunos e os próprios estudantes da Educação para Jovens e Adultos (EJA) municipal de Londrina estão preocupados com uma decisão do Conselho Municipal de Educação (Cmel) que estabeleceu aprovação automática em todo o ensino fundamental municipal este ano devido à pandemia de Covid-19. Um grupo de trabalho (GT) formado pelos docentes chegou a elaborar uma alternativa para a EJA, mas não foi atendido pelo conselho.

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‘Há uma primavera em cada vida’

A psicóloga londrinense Renata Bonicontro usa a leitura das cartas do tarô como ferramenta para fazer do autoconhecimento um estilo de vida

Por Mariana Guerin, jornalista e confeiteira em Londrina. Adoça a vida com quitutes e palavras

A pandemia ressignificou muita coisa para muita gente. Já estamos parcialmente isolados há oito meses, num mundo que não deverá ser o mesmo quando pudermos encontrar os amigos na mesa do bar com a segurança de uma vacina. Para muitos, as redes sociais tornaram-se companhia em horas de solidão, referência de notícias do mundo lá fora; para outros, renda que paga as contas no fim do mês. Mas muita gente já apostava no poder da conexão virtual antes mesmo de a rotina mudar por conta do novo coronavírus. A psicóloga e taróloga londrinense Renata Fernandes Bonicontro, 37 anos, é uma dessas pessoas.

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