“O que eu quero é evitar uma tragédia”, diz promotora em apelo contra manifestações

Susana de Lacerda teme que Marcha Antifascista contribua para acelerar contágios por Covid-19 em Londrina

Cecília França

A realização da Marcha Antifascista neste domingo (7) em Londrina é controversa em função da aglomeração, que pode acelerar os contágios pelo novo Coronavírus. A promotora de Saúde, Susana de Lacerda, alerta para o crescimento da curva de contaminação na cidade e o avanço do vírus para as periferias. Desde o início das restrições, Lacerda se posicionou favorável ao isolamento social.

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Grupos de extrema direita convocam para confronto com Marcha Antifascista em Londrina

Mensagens em redes sociais falam em conter antifas e conclamam integrantes do setor Judiciário e da Segurança a comparecerem armados ao ato no próximo domingo

Atualizada em 06/06 para inclusão da nota da CHD/OAB

Cecília França
Nelson Bortolin

Circulam em grupos de WhatsApp ligados à extrema direita em Londrina chamados para confronto com participantes da Marcha Antifascista, marcada para acontecer no próximo domingo (7). As mensagens às quais a Lume teve acesso ainda incitam integrantes a comparecerem armados – são citados, textualmente, juízes, promotores e policiais como potenciais portadores de armas no evento, a fim de conter os antifas, chamados de “galinha pretas”. Em tom fascista, o texto do que seria uma espécie de “convite”, acrescenta: “Não permitiremos nem pichação, a ordem é se identificar e prender em flagrante os desordeiros”.

Mensagem que circula em grupos fascistas de Londrina

A mensagem ainda alerta para a necessidade de manter o chamado em sigilo para “evitar infiltrados”. No início da tarde de ontem, a página Anonymous Londrina no Facebook também revelou prints de conversas de um grupo de WhatsApp intitulado Anti-baderna Londrina. A postagem mostra uma convocação do contato “Prf Santão Facho” para a gravação de um vídeo com o intuito de intimidar os manifestantes antes da Marcha.

“Vamos convocar os lutadores, jiujiteiros, policiais, empresários, todo mundo!!!!!”, diz a mensagem. Os interlocutores ainda discutem o ponto de encontro para a gravação do vídeo e o grito de guerra que seria usado. “O grito de guerra pode ser: esperamos vocês aqui!!! Brasil!!! Não recuaremos nem um passo!!!”, sugere o “Prf…”.

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Cara gente branca

por Paula Vicente e Rafael Colli, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Em nossa última coluna abordamos a necropolítica do Estado, que mata os corpos indesejáveis e busca uma limpeza étnica e estética. Dissemos, quando Ághata foi assassinada em 2019 pela mesma polícia que assassinou João Pedro no mês passado, que tais mortes são fruto do racismo estrutural que permeia nossa sociedade e, sobretudo, o Estado.

Mas não é apenas o Brasil que sofre cotidianamente com o racismo. No último dia 25, um homem preto foi fria e violentamente assassinado por uma policial branco nos EUA. George Floyd foi sufocado até a morte diante das câmeras. Sua morte causou uma reação não vista desde o assassinato de Martin Luther King Jr., em 1968. Protestos eclodiram pelo país e pelo mundo, em um grito contra a violência policial e contra o racismo.

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‘Exposed Londrina’ evidencia imensa subnotificação de crimes sexuais

Encorajadas por movimento nas redes sociais, jovens e adolescentes falam pela primeira vez sobre violências sofridas

Cecília França

Na última semana, relatos de violência sexual contra mulheres de Londrina inundaram a rede social Twitter. Usando a #ExposedLondrina, adolescentes e jovens expuseram casos de estupro, assédio, importunação sexual e pornografia de vingança, quase sempre de forma anônima. O movimento, que, no Paraná, começou por Curitiba e já alcançou cidades do interior, evidencia a imensa subnotificação dos casos de crimes sexuais.

Até ontem a hashtag já havia sido usado mais de 20 mil vezes no Twitter. No Instagram, a conta de mesmo nome, mas sem ligação com a original, acumulava quase 10 mil seguidores em apenas quatro dias. Tanto a Delegacia da Mulher de Londrina quanto o Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes) compartilharam postagens em que utilizam a hashtag.

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