Testes para a elite, um sinal de emergência

por Paula Vicente e Rafael Colli, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

O assunto por aqui continua sendo o Coronavírus, infelizmente não conseguiremos abordar qualquer outra coisa enquanto ameaça tão iminente paira sobre nossas cabeças.

Nesses tempos de pandemia os absurdos ocorridos nesta República de bananas são inúmeros, os últimos ataques ao Estado Democrático de Direito são gritantes e vexatórios e a inércia das instituições, um sinal sintomático da fragilidade de nossa Democracia. O líder da nação, que se vê como Luís XIV, aquele que dizia ser o “Estado”, desrespeita as recomendações da OMS, utiliza a pandemia para jogos políticos, desrespeita os familiares dos milhares acometidos pelo Covid-19 e se une a negacionistas conspiratórios em manifestações de claro caráter autoritário e ditatorial, e, como resposta, notas de repúdio!

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Comércio: a tensão de quem teme reabrir as portas em meio à pandemia

Comerciantes e prestadores de serviços relatam dilema entre se manter financeiramente e o medo de exposição ao Coronavírus

Cecília França

O valor do aluguel não caiu um centavo, as contas básicas continuam chegando, o empréstimo solicitado a uma agência de fomento ainda não saiu. Depois de usar suas economias e fazer vendas antecipadas, a cabeleireira Daniela Germano Silva, 41, se viu obrigada a retomar as atividades no salão, em Londrina, nesta semana, mesmo estando no grupo de risco para a Covid-19 por ser asmática.

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Movimento Nacional dos Direitos Humanos e apoiadores assistem famílias vulneráveis em Londrina

Mais de 400 famílias de ocupações, indígenas e estrangeiros já receberam doações de alimentos e produtos de higiene; arrecadações continuam

Rede Lume de Jornalistas

Um coletivo de humanistas, encabeçado por Carlos Enrique Santana, do Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH) está mobilizado desde o início da crise do Coronavírus a fim de minimizar o impacto para famílias mais vulneráveis de Londrina. O coletivo trabalha na arrecadação e doação de mantimentos e já assistiu mais de 400 famílias nas ocupações Flores do Campo, Aparecidinha, Marieta, Maristela e Cristal, além de indígenas e estrangeiros em situação de vulnerabilidade.

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Máscara de alta proteção criada por docentes da UEL pode solucionar falta do produto em hospitais

Projeto inovador da Máscara Azul A98 reutiliza material descartado e foi pensado, inicialmente, para suprir o Hospital Universitário durante a pandemia do Coronavírus

Cecília França

O pedido da reitoria da UEL para que o curso de Design de Moda desenvolvesse uma máscara de alta proteção para uso no Hospital Universitário (HU) chegou como um desafio, e o resultado foi inovação. A máscara Azul A98 consegue aliar proteção – por meio do material utilizado e do design – e sustentabilidade, uma vez que reutiliza o SMS (Spunbond Meltblown Spunbond), material descartado nos hospitais após o uso como embalagem cirúrgica. O objetivo inicial é suprir a demanda interna do HU, uma vez que a crise do Coronavírus levou à escassez de máscaras no mercado.

A enfermeira e docente da UEL Danielly Negrão se interessou pelo SMS há algum tempo e, há seis meses, implementou o Projeto Muda, que coleta e separa o material no HU para a produção de bolsas e outros itens. Foi através deste projeto que a docente do curso de Design de Moda Thassiana Mioto conheceu o SMS e entendeu seu potencial para a produção das máscaras.

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Em manifesto, entidades civis de Londrina reivindicam garantias a populações mais vulneráveis à crise do Coronavírus

Documento, já entregue ao prefeito Marcelo Belinati, sugere também cuidados ostensivos com profissionais da saúde e assistência social

Rede Lume de Jornalistas

A Frente Feminista de Londrina, Pastorais, Sindicatos e diversas outras entidades civis organizadas e partidos políticos publicaram um manifesto de apoio às medidas sanitárias de isolamento social decretadas pelo Município e reivindicações voltadas à população em geral e, em especial, às populações negra, indígena, de mulheres, crianças e adolescentes e pessoas em situação de rua, altamente vulneráveis à contaminação e maiores atingidas pela ineficácia dos serviços públicos. No documento, entregue ao prefeito Marcelo Belinati na semana passada, os signatários solicitam desde a entrega regular de kits de higiene até o fortalecimento das formas de comunicação para que todos tomem conhecimento da evolução da pandemia e dos cuidados necessários para proteção.

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Renda Básica de Cidadania: foi necessária uma pandemia?

por Paula Vicente e Rafael Colli, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Ao contrário do que fora ventilado nos últimos dias, o auxílio de R$ 600,00 a trabalhadores informais e autônomos não é nenhuma novidade e, muito menos, foi criado pelo governo genocida de Bolsonaro.

Primeiro, precisamos de um apanhado histórico para entendermos como chegamos até aqui. A renda básica de cidadania remonta do séc. XVI, quando foi ventilada pela primeira vez, de lá pra cá foi defendida por vários estudiosos, inclusive ganhadores do prêmio Nobel de Economia. A Renda Básica, neste viés, se mostra como uma importante ferramenta de desenvolvimento humano e diminuição de desigualdades sociais com efetiva distribuição de renda pelos governos.

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Coronavírus: isolamento é desafio necessário para proteger população de rua

Com saúde debilitada, reação deles à Covid-19 preocupa; Movimento avalia como positiva estratégia de abrigo do município

Cecília França

Levando-se em conta apenas o fator idade, pessoas em situação de rua em Londrina não seriam consideradas de risco para a Covid-19. A maioria tem entre 25 e 50 anos, de acordo com a pesquisa Pop Rua, divulgada no fim do ano passado, que identificou 930 pessoas nesta situação na cidade. No entanto, as condições de vida e de saúde a que estão submetidas preocupa órgãos públicos e representantes. Por isso, o município ampliou o número de vagas para isolamento, em parceria com a Arquidiocese, como forma de protegê-los.

A estratégia é considerada positiva por André Luís Barbosa, coordenador municipal do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR). “Se a nossa sociedade se precaver o vírus vai chegar menor à população de rua. Agora, se um ou dois tiverem contato, a gente não sabe como vai ser, porque eles não se alimentam bem, muitos fazem uso de drogas, têm problemas de bronquite, então, o sistema imunológico está debilitado. Com a sociedade se isolando, e eles também, um protege o outro”, avalia.

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