Em meio à crise do Coronavírus, pressão social leva renda básica ao Congresso

Câmara aprova pagamento emergencial de R$ 600 mensais a famílias de baixa renda, proposta bem superior aos R$ 200 sugeridos pelo Governo; sociedade civil pede ainda mais melhorias no Senado

Cecília França

Deputados aprovaram ontem (26) uma renda básica emergencial de R$ 600 para famílias de baixa renda enfrentarem a crise do novo Coronavírus. Mães chefes de família poderão receber duas cotas do auxílio, totalizando R$ 1.200. A aprovação do texto é o resultado de uma intensa mobilização social em torno da campanha “A renda básica que queremos”, que contou com apoio virtual de mais de 500 mil pessoas, além de parlamentares e personalidades. No dia da votação apoiadores utilizaram as redes sociais para sensibilizar os deputados com o uso da #RendaBásicaJá. A campanha foi coordenada pelos formuladores da proposta – dentre eles Rede Brasileira de Renda Básica (RBRB) e Nossas. Agora, os idealizadores esperam ampliar o alcance do auxílio no Senado, visando alcançar 77 milhões de brasileiros.

A votação no Senado deve acontecer na próxima segunda-feira e as organizações envolvidas já miram o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, nas redes para sensibilizá-lo. A proposta inicial da campanha era destinar R$ 300 mensais para cada membro das famílias atendidas, podendo chegar a um total de R$ 1.500, por seis meses. O texto aprovado pela Câmara aumentou o auxílio para R$ 600, limitando, porém, a destinação a no máximo dois membros da família e por três meses. São estes os dois pontos que os idealizadores ainda pretendem alterar.

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CNBB, OAB e outras entidades divulgam nota em defesa do isolamento social

Da redação

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão Arns, Academia Brasileira de Ciências (ABC), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) divulgaram hoje nota em que defendem o isolamento social como meio de conter o avanço do novo Coronavírus no Brasil.

A nota recomenda que as pessoas fiquem em casa “respeitando as recomendações da ciência, dos profissionais de saúde e da experiência internacional”. Os signatários, que se reuniram de modo virtual para formular a nota, condenam o que classificam como “campanha de desinformação” desenvolvida pelo presidente Jair Bolsonaro, que conclamou a população a reabrir comércios e retomar a rotina.

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Coronavírus e a distopia da vitória do mercado

Por Paula Vicente e Rafael Colli, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Em meio à pandemia, ao anunciar do caos e do desespero, nossas mentes inquietas tentaram trazer a vocês, caros leitores, um pouco de esperança e alívio. Mas não deu. Ao invés disso, nossa distopia, nossa pequena imagem de onde estes tempos podem nos levar.

O séc. XX colocou em xeque as ideias capitalistas mais primitivas. A batalha entre “Ocidente” e “Oriente” trouxe ao mundo questionamentos ainda sem respostas certas: A tal liberdade do capitalismo é mesmo livre? Ou será que estamos acorrentados por todos os lados, fadados a sermos uma pequena peça na engrenagem das estruturas sociais? Por outro lado, a socialização do Governo – com ou sem extinção do Estado – nos leva ao patamar desejado de igualdade e liberdade?

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Terezas, Dandaras, Pagus, Zuzus, Marias da Penha, Marielles…

Por Paula Vicente, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Londrina

Nesta semana em que se marca o Dia Internacional da Mulher, peço licença ao meu parceiro Rafael para escrever, do alto do meu local de fala, sobre o que é ser mulher e, principalmente, o que significa o 8M.

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