Polícia apresenta homem que confessou ter matado o jovem Hannan

Delegado-chefe da Polícia Civil não descarta homofobia como motivação para assassinatos

Foram duas mortes por enforcamento com cordão em menos de dez dias

Coletivo Movimento Construção e Mães pela Diversidade divulgam notas de pesar

Nelson Bortolin

Será apresentado nesta quarta-feira, às 9 horas, na sede da 10ª Subdivisão Policial, o homem que confessou ter matado o jovem Hannan Silva, 21 anos, cujo corpo foi encontrado nesta terça-feira (22), por volta das 13 horas, na Praça Rocha Pombo, no centro da cidade.

Ele foi morto enforcado por um cordão, da mesma forma que Fábio Abila, 49 anos, encontrado morto no Bosque Central, segunda-feira passada, dia 14. Abila foi visto pela última vez na Parada LGBT, realizada em Londrina, na véspera.

Em entrevista à imprensa nesta terça-feira, o delegado-chefe, Osmir Neves, não descartou a homofobia como motivação para as duas mortes.

Ainda não se sabe se o homem que confessou ter matado o jovem Hannan Silva também assumiu a autoria da primeira morte.

O coletivo Movimento Construção divulgou nota de pesar. “Mais um LGBTQI+ assassinado em Londrina em menos de dez dias, com as mesmas características, com requintes de crueldade. Estamos estarrecidos com o que vêm acontecendo na cidade.”

O movimento ainda aconselhou a população LGBTQI+ a proteger-se: “evitem andar sozinhos em lugares como igapó, bosque, praças e ruas vazias.” Para o coletivo a cidade está vivendo um momento sombrio.

A Associação Mães pela Diversidade também divulgou nota lamentando os dois assassinatos na região central da cidade. “Quantos e quantas mais haverão de morrer? Quando as pessoas entenderão que ninguém, nem nossos filhos, filhas e filhes merecem tão triste destino?”

“Nossos corações maternos sangram juntamente com os de suas mães, pais, irmãos e irmãs. Isto tem que parar, aqui e agora! Que nunca mais tenhamos que chorar por eles e elas. Demo-nos as mãos e empunhemos a rosa do perdão e do amor, ainda que para isso tenhamos que sangrar em seus espinhos!”

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Londrina, acompanha as investigações dos dois assassinatos.

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